Passeio Ciclístico da Diversidade Sexual de São Paulo

Notícias

 Realizou-se neste sábado, em comemoração ao Dia Internacional do Portador de Deficiência, o Bike Tour Pela Inclusão.
O objetivo do evento foi colocar algumas pessoas na condição de deficiente físico e visual, para que, percorrendo um determinado trajeto previamente definido (desde o Parque da Luz até à Av. Paulista) utilizando para tal os diversos meios de transporte (Ônibus, Metrô, Taxi e Trem).
Esta iniciativa contou com a presença, entre muitas outras personalidades, da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Drª Linamara, o Secretário de Esportes da Prefeitura , Dr. Walter Feldman., bem como, as Meninas Fantásticas Tayná, Ariadini e Vanessa.
Foram constituídas 4 equipes distintas, com 10 elementos por grupo, acompanhados de um repórter fotográfico e um operador de Camera;
No final, as equipes relataram as suas experiências aos presentes, sendo posteriormente elaborado um documento (vídeo com audiodescrição) para ser entregue às diferentes entidades públicas e privadas interventivas nas decisões ao nível das Acessibilidades.
Mais do que uma manifestação, trata-se de um despertar para a realidade de todos aqueles que no seu dia-a-dia passam por dificuldades nas diferentes acessibilidades.A Globo, fazendo jus à sua preocupação constante com este tipo de temáticas, não deixou de estar presente.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/12/grupo-percorre-sp-de-cadeira-de-rodas-e-olhos-vendados.html
Mais informações em www.worldbiketour.net
Não perca todas as iniciativas que estamos preparando para si.
 

O Vencedor do sorteio realizado a 22 de Novembro de 2010 foi:
Francisco Paiva
Parabéns!
Próximo Sorteio: 22 de Novembro – Participação no WBT São Paulo com acesso à zona VIP
 
São Paulo irá receber pela primeira vez a Volta ao Mundo em 26 Dias. Brevemente mais informações em
www.worldbiketour.net
 
Ajude-nos a traçar à rota virtual, partindo e chegando a São Paulo, passando pelos mais diversos lugares do mundo. Envie-nos a sua sugestão para:
voltaaomundo@worldbiketour.net

Participação VIP no World Bike Tour São Paulo 2011

Vencedor do sorteio de 25 de Outubro de 2010:

Alessandra Lopes

Parabéns!

 

Próximo Sorteio:

01 de Novembro – Participação no WBT São Paulo com acesso à zona VIP

voltaaomundo@worldbiketour.net

 

Brevemente mais informações em: www.voltaaomundoem26dias.com

Possuidores do mybiketour card terão acesso privilegiado. Participe!


Participação VIP no World Bike Tour São Paulo 2011

Participação VIP no World Bike Tour São Paulo 2011
Vencedor do sorteio de 11 de Outubro de 2010:
Isabelle Chatzoglou
Parabéns!

Próximo Sorteio:
18 de Outubro – Participação no WBT São Paulo com acesso à zona VIP

Abraço
a equipe do mybiketour card
www.worldbiketour.net

 

Vencedor do sorteio de 04 de Outubro de 2010:

Solange Almeida

Parabéns!

 

 

Próximo Sorteio:

11 de Outubro – Participação no WBT São Paulo com acesso à zona VIP

São Paulo sedia em outubro torneio de natação LGBT


O povo LGBT que adora se jogar na água para dar umas boas nadadas pode se inscrever no 1º Meeting CDG Brasil de Natação, que rola durante o dia 9 de outubro, no Centro Aquático Baby Barione, na Barra Funda, em São Paulo. O evento tem como objetivo integrar a comunidade do arco-íris e ainda classificar atletas para competições esportivas LGBT internacionais como GayGames e OutGames.

As provas serão de 50, 100, 200 e 400 metros Freestyle, além das por equipes nos revezamentos 4×50 e 4×200. Elas serão disputadas nas categorias Masculino e Feminino, mas é claro que transexuais podem participar. E quem for conferir as braçadas na água também pode ganhar prêmios que serão sorteados. No intervalo, DJs fazem a festa com sua música.

A organização promete apresentar ainda um número de nado sincronizado para animar o público (e fazer todo mundo querer copiar a coreô). A competição é uma realização do Comitê Desportivo GLS Brasileiro (CDG Brasil) e tem apoio da Secretaria de Esportes da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 4113-1394  (11) 4113-1394       pelo e-mail info@cdgbrasil.com.

Fonte: Mix Brasil

Dia Mundial Sem Carro -World Bike Tour

Junte-se a milhares de pessoas e participe pedalando na Ciclofaixa de São Paulo.

O World Bike Tour, no próximo dia 26 de Setembro, irá comemorar em São Paulo o Dia Mundial Sem Carros.

Quem tiver mybiketour card e apresentar o cartão, será presenteado com a camiseta do “Dia Mundial Sem Carros – São Paulo”.

Não esqueça:

Dia: 26 de Setembro 2010

Horário: 9:00

Local de concentração: Parque das Bicicletas – São Paulo

Traga a família, suas bicicletas, usem capacete e divirtam-se.

Faça exercício físico ambientalmente correto.

Seleção Argentina vence Mundial de Futebol. Calma, é a Gay

Se a seleção argentina não arrasou como esperado na Copa do Mundo de Futebol, outra seleção daquele país saiu orgulhosa dos campos da Alemanha. Trata-se da seleção gay de futebol, que acaba de vencer o Gay Games 2010 na cidade de Colônia.

A equipe que representa a seleção argentina conquistou o título após uma vitória por 3 a 0 sobre o Seattle Jet City. A terceira colocação também foi argentina, com a equipe Los Dogos. “Estamos vivendo uma época de mudança e transformação e é um orgulho que a Argentina tenha as referências que possui nesse processo de igualdade e triunfo contra a homofobia e a discriminação”.

Fonte: Mixbrasil

Londres coloca 6 mil bikes nas ruas para locação

O governo colocará nas ruas 6 mil bicicletas nas cores azul, preto e prata. A iniciativa é para tentar diminuir a poluição e o pesado tráfego da região central.

Nas últimas semanas, as ruas da região central de Londres ganharam dezenas de pontos de locação e entrega de bike, os chamados “docking stations”, que vão viabilizar o projeto que pretende revolucionar o uso da bicicleta como meio de transporte na capital inglesa, semelhante ao realizado na cidade de Montreal, no Canadá.

O governo colocará nas ruas 6 mil bicicletas nas cores azul, preto e prata. A iniciativa é para tentar diminuir a poluição e o pesado tráfego da região central.

No primeiro mês, o aluguel está disponível apenas para aqueles que fizerem um registro on-line e pagarem 3 euros para um cartão inteligente. Para quem for pedalar eventualmente, a primeira meia hora é gratuita. As demais horas têm taxas expecíficas. Quem preferir pode pagar 45 euros por ano.

Quando o projeto estiver totalmente implementado, os usuários poderão ir até um dos 400 docking stations da cidade e usar seus cartões de crédito ou débito para selecionar a bike e pedalar pela cidade. As bikes podem ser devolvidas em qualquer outro docking station, disponíveis a cada 270 metros na região central.

Fonte: Ativo.com

28 Brasileiros assinantes do Boletim Informativo, por possuírem o mybiketour card, foram sorteados e viajaram para participar no WBT Lisboa e WBT Porto.

Aqui vai a lista dos sorteados brasileiros que já ganharam a sua viagem ao WBT Madri.

Data do Sorteio Vencedor
19 Julho Regina Soares
26 Julho Fabio Nunes
02 Agosto Paulo Ferreira Filho
09 Agosto Dalva Silva
16 Agosto Osvaldo Santos

Habilite-se em www.mybiketourcard.net e venha pedalar a Madri no próximo dia 10 de Outubro.

PRÓXIMOS SORTEIOS: (inclui viagem e estadia com acompanhante)

- 23 Agosto

- 30 Agosto

- 06 Setembro

- 13 Setembro

Por 5€ (cerca de R$11) por ano, assine o Boletim informativo World Bike Tour e receba grátis o mybiketour card. Assim passará a usufruir das vantagens do cartão e seu nome estará presente nos sorteios que habilitam a uma viagem de sonho!

Venha conhecer o estádio do Real Madrid, Palácio do Rei e alguns dos locais mais belos da capital de Espanha, bem como, pedalar dia 10 de Outubro junto a 8000 pessoas no Centenário da Gran Via.

Represente o Brasil neste grande movimento mundial.

Inglaterra: Estrela do rúgbi e ícone gay apóia publicamente o “Gay Day Sports”

Estrela do rúgbi e ícone gay, Ben Cohen está dando todo o seu apoio para o “Gay Day Sports”, que será realizado na Inglaterra, no dia 30 de agosto. Cohen disse à imprensa local que está muito está feliz em apoiar o evento, afinal, o esporte foi e é “muito importante” na sua vida.

“Estou feliz em apoiar o ‘Gay Day Sports’. É muito bom ver uma comunidade se reunir e desfrutar do esporte de forma divertida e acessível”, declarou Cohen, que ressaltou o fato de que todo o dinheiro arrecadado será destinado a entidades que cuidam de LGBTs soros-positivos.

Fonte: A Capa


Acessem o site e participem da Campanha 24 horas de Combate a Homofobia. www.24horasdecombateahomofobia.com.br

Casais gays podem retificar declaração de renda a partir desta segunda

A partir desta segunda-feira, casais gays poderão retificar a declaração de imposto de renda para incluir um companheiro como dependente do tributo.

As declarações de 2006 a 2010 poderão ser modificadas, com a condição de o casal ter cinco anos de união estável antes do ano da declaração. A regra vale para a situação de um dos parceiros não ter rendimentos declarados nesse período.

A retificação poderá ser feita pela internet. O contribuinte deverá acessar o site da Receita Federal, baixar os programas dos anos a serem modificados e incluir o dependente e as possíveis despesas médicas e de educação.

A Receita Federal poderá convocar o contribuinte a comprovar posteriormente a união estável, o que pode ser feito por meio de documentos como contas conjuntas de banco, comprovantes de residência ou prova testemunhal.

Segundo explicou Ronaldo Affonso Baptista, coordenador geral de Assuntos Tributários da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, o procedimento para casais homossexuais passa a ser o mesmo para heterossexuais em união estável.

“O parecer equipara união estável à união estável homoafetiva, desde que devidamente comprovada”, disse.

Segundo ele, o parecer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional é estritamente tributária, e não tem a pretensão de modificar leis. “A decisão produz efeitos tributários, não avança em outros campos do direito”, afirmou em entrevista coletiva.

Fonte: Folha.com

O World Bike Tour não é só andar de bicicleta. É muito mais!

É participar num conjunto de preocupações sociais que num contexto mais global significa respeito pelos outros, pela individualidade e até potencializar a defesa de princípios de cidadania. Porque mais importante do que tocar na temática da exclusão é contribuir para a inclusão social.

No ano em que atingimos as 100 000 bicicletas já entregues, temos para si o Boletim Informativo World Bike Tour com oferta do mybiketour cardwww.mybiketourcard.net

 

Ao aderir ao mybiketour card, usufruirá das seguintes vantagens:

 

Sorteio semanal de viagens para os eventos World Bike Tour

Todas as segundas feiras é sorteada uma viagem com respectivo acompanhante a um dos eventos World Bike Tour. No WBT Lisboa e WBT Porto, durante uma semana, 28 brasileiros tiveram a sua viagem de sonho, conhecendo alguns dos mais belos lugares de Portugal e pedalando nas 2 principais pontes portuguesas. As próximas viagens a serem sorteadas serão para o WBT Madrid a realizar no dia 10 de Outubro de 2010;

 

Inscrições WBT São Paulo 2011

- Poderá adquirir inscrições para o WBT São Paulo 2011 num horário mais favorável que os restantes interessados. Serão disponibilizadas 80% das inscrições para os possuidores do mybiketour card, sendo que as inscrições terão o seu início às 20h30 do dia 31 de Dezembro 2010. Para o público em geral, as inscrições iniciar-se-ão às 00h00 do dia 1 de Janeiro de 2011;

- Aquando da inscrição para o WBT São Paulo 2011, ao entrar em www.worldbiketour.net, poderá fazer 2 inscrições simultaneamente (o público em geral apenas poderá fazer 1 de cada vez);

 

1000 amigos = 1 viagem de Sonho

Todos os possuidores de mybiketour card poderão AUTOMATICAMENTE ganhar viagens a um dos eventos World Bike Tour à sua escolha. Para tal basta que promova o cartão e que 1000 pessoas, aquando da respectiva assinatura, o referenciem no campo “subscrição recomendada por (nº de cartão)”;

São Paulo vai sediar primeira feira de negócios do Mercosul voltada para público gay, estimado em 18 milhões no Brasil

Gilberto Scofield Jr.

SÃO PAULO – Em julho de 2011, São Paulo vai sediar o primeiro Expo Business LGBT do Mercosul, uma feira de negócios que pretende reunir cerca de 30 empresas com atividades direta ou indiretamente voltadas para o público de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) da região. Empresas de turismo, hotelaria, gastronomia, aluguel de carros e lazer de um modo geral são as mais interessadas, mas o encontro estará aberto para qualquer tipo de empresa ou profissional liberal que queira aproveitar a ocasião para conversar sobre as oportunidades geradas por um público estimado em 18 milhões de pessoas no Brasil e com um poder de consumo que muitos calculam ultrapassar os R$ 150 bilhões.

Trata-se do primeiro grande evento da Câmara de Comércio GLS do Brasil, cujo estatuto foi aprovado há um ano e as atividades começaram a se estruturar de fato recentemente. A Câmara, que hoje possui 40 associados – a maioria pequenos negócios voltados para a comunidade – e três grandes empresas como observadores – os bancos Itaú e Santander e a construtora Tecnisa -, tem o apoio institucional da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da prefeitura de São Paulo e se reúne mensalmente para estudar ações que fortaleçam os negócios do grupo. O slogan é curioso: “Vamos tirar o mercado do armário!”.

- Enquanto no exterior as empresas possuem ações específicas voltadas ao público LGBT, a exemplo da Fiat, que bancou a passeata gay em Madri, impressiona que no Brasil elas ajam como se a comunidade gay não existisse. É preconceito não apenas nas empresas, mas nas agências de publicidade – diz Douglas Drumond, presidente da Câmara e proprietário do Clube 269 em São Paulo, e do hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte.

- Há muito preconceito, conservadorismo e pouca objetividade nas grandes empresas – faz coro o coordenador da área de Sustentabilidade e Gestão Ambiental da FGV e professor da Unicamp, Reinaldo Bulgarelli, cuja consultoria Txai é especializada em políticas de diversidade e sustentabilidade no mundo corporativo e ajudou a montar a Câmara.

Fonte: globo.com

Abertura dos Gay Games 2010 – Colônia – Alemanha

CENSO 2010 : ABGLT lança campanha – “IBGE … SE VOCÊ FOR LGBT, DIGA QUE É !”

Pela primeira vez em todo o Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contabilizar casais homossexuais no Censo Demográfico 2010. A proposta do instituto é trazer informações atualizadas de acordo com as mudanças da sociedade brasileira nos últimos anos.

 

“No passado nós só perguntávamos se eram cônjuges. Hoje nós abrimos para cônjuge do mesmo sexo e cônjuge de sexo diferente”, explica o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

 

Só vão ser contabilizados os casais homossexuais que declararem, no questionário de perguntas, que moram no mesmo domicílio em união estável. O IBGE já utilizou questionários com questões sobre a união estável homossexual em alguns municípios, mas esta será a primeira vez que a pesquisa envolve todas as cidades brasileiras.

 

Mas para o coordenador técnico do censo do IBGE, Marco Antônio Alexandre, a mudança não foi feita com o objetivo de revelar o percentual homossexual da população brasileira, até porque nem todos vivem em união estável.

 

O Instituto vai visitar 58 milhões de domicílios em 5.565 municípios. “Quando os(as) recenseadores(as) baterem em sua porta e você for “casado(a)” com uma pessoa do mesmo sexo, diga que é. É importante que nós  ativistas e governo tenhamos dados concretos para construirmos políticas públicas”, disse Toni Reis, presidente da ABGLT.

 

A Contagem da População pelo IBGE em 2007, realizada em cidades pequenas, identificou, pela primeira vez, 17.560 pessoas que declararam ter companheiros do mesmo sexo. Desse total, 9.586 homens se declararam cônjuges de companheiros do mesmo sexo, o mesmo ocorrendo em relação a 7.974 mulheres.

Serra cria site para ouvir propostas de governo para LGBT  

Candidato José Serra cria site para receber sugestões de propostas para LGBT.


O candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, está usando a interatividade da internet para saber dos eleitores o que eles esperam no programa de governo dele para os LGBT. Na página “Proposta Serra”, o internauta pode opinar, criticar e sugerir propostas de governo em várias áreas como Cultura, Direitos Humanos, Esporte, Educação e Diversidade Sexual.

No ícone Diversidade Sexual, o eleitor pode escrever as ações em favor da cidadania LGBT que gostaria de ver no programa de governo do candidato tucano. Para participar é preciso se cadastrar com nome e e-mail. Para acessar a página “Proposta Serra” clique aqui.

Fonte: Mix Brasil

Juventude dilacerada
Adolescente gay de 14 anos é torturado e morto em São Gonçalo (RJ); PM prende três skinheads suspeitos

por Redação MundoMais
RIO DE JANEIRO – O adolescente Alexandre Thomé Ivo Rojão, 14, não teve tempo de conhecer a sua sexualidade, que aflorava com sua orientação homossexual na tenra flor da idade. Ilê, como era chamado carinhosamente pelos amigos e familiares, foi torturado, assassinado por enforcamento e seu corpo jogado em um terreno baldio no bairro Califórnia, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na segunda-feira, 21.Ontem, 23, os policiais prenderam o eletricista Allan Siqueira de Freitas, 22, o açougueiro André Luiz Macoge, 23, e o brigadista de incêndio Eric DeBruim , 22, que são acusados de cometerem o crime de homofobia. Segundo a 72ª Delegacia de Polícia de Mutuá, que investiga o caso, os policiais estão à procura do quarto homem envolvido no crime.Conforme o delegado Geraldo Assed, os jovens presos usavam as redes sociais da internet para pregar o ódio aos homossexuais. “Apuramos que os suspeitos são homofóbicos. Eles se denominam skinheads”, informou o delegado ao jornal O Globo. De acordo com o laudo, o adolescente foi enforcado com a própria camisa e espancado com pedras, golpes de ferro e paulada. O crime – O corpo de Alexandre foi enterrado ontem, 23, no Cemitério São Gonçalo. A última vez que foi visto com vida, este saia da festa de aniversário na casa de amigos, na madrugada da segunda-feira, 21, em um ponto de ônibus. A festa aconteceu durante a partida Brasil e Costa do Marfim pela Copa do Mundo. Lá, os jovens acusados do crime brigaram com o grupo de amigos do qual Alexandre fazia parte, agredindo-os.Os jovens registraram um Boletim de Ocorrência (BO) na própria delegacia. Além do BO, que relacionava os jovens ao crime, a PM recebeu ligações pelo Disque-Denúncia ) informando que um automóvel branco da marca Corsa, de um dos acusados, tinha sido visto com três jovens na proximidade onde o corpo de Alexandre foi encontrado.Foto dos Bichos “Suja o blog, mas temos que divulgar”

A defesa – Na manhã desta quinta-feira, 24, familiares, amigos e a advogada dos acusados estiveram na delegacia para protestar contra a prisão. Segundo a advogada Kelli Vanessa, o eletricista Allan Freitas só foi tirar satisfações com a vítima porque sua irmã estava envolvida na discussão durante a festa.

Ela alegou também que o cliente não tinha participação com grupos neonazistas ou de skinheads. “Ele disse que simpatizou quando adolescente com a filosofia skinhead, mas que foi uma coisa de adolescente”, disse a advogada. Sobre a denúncia que acusa os três suspeitos, a advogada disse que partiu de um “jovem com problemas psicológicos”.

A polícia não tem dúvida – O delegado Geraldo Assed diz não ter dúvida sobre a motivação do crime. “Não temos dúvidas de que o motivo do crime foi homofobia”, disse. Asseb informou que a polícia investiga se existe um grupo de skinheads em São Gonçalo, mas que as declarações dos que prestaram depoimentos informam que os três acusados pregam o ódio aos homossexuais.

“Um amigo da vítima foi agredido pelos três e Alexandre seguiu em sua defesa. Mais tarde, por volta da 1h da madrugada, o carro de Eric foi visto. Os amigos pediram para Alexandre não sair da casa já que viram um Corsa branco. Ele preferiu ir para casa e, depois de passar pelo veículo, não foi mais visto, sendo encontrado somente na segunda-feira pela manhã em um terreno baldio”, comentou o delegado Asseb, que decretou a prisão temporária dos acusados.

Festa Julina Casarão Brasil

Assembleia de SP discute visita íntima para presos homossexuais

Proposta busca adequar legislação paulista a convenções internacionais.
Lei federal que trata do assunto menciona apenas cônjuge.

 

Tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo um projeto de lei dos deputados estaduais Bruno Covas e Ricardo Montoro, ambos do PSDB, que abre a possibilidade de visita íntima a homossexuais presos no estado de São Paulo. A proposta entrou em pauta para recebimento de emendas e deve passar pelas comissões permanentes antes de ir a plenário, onde a votação depende de articulação política.

O projeto de lei em discussão afirma que o direito à visita, estabelecido pela lei federal 7.210, de 11 de julho de 1948, será assegurado nos estabelecimentos penais de regime fechado e do semiaberto, mas acrescenta que esse direito será usufruído “independentemente da orientação sexual do preso”. A lei federal mencionada pelos deputado estabelece como direito do preso apenas a “visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados”.

Um dos autores do texto, o deputado estadual Bruno Covas prevê dificuldade para aprovação. “Acho que vai haver resistência. Tanto que na redação a gente não fala apenas em direito aos casais homossexuais, mas direito independentemente da orientação sexual, direito para todo mundo”, afirmou.

Segundo Covas, a proposta de lei está em consonância com o que já está previsto em um decreto estadual que institui o plano estadual de combate à homofobia no estado e a experiências bem sucedidas nos estados de Pará e Sergipe. O deputado disse que utiliza como argumento também os resultados verificados em São Paulo por um casal homossexual masculino que obteve na Justiça o direito à visita íntima.

Na justificativa do projeto, os deputados afirmam que buscam atualizar a legislação paulista a parâmetros defendidos durante uma conferência de direitos humanos em Yogyakarta, na Indonésia, em 2009.

Com objetivo de garantir o direito de tratamento humano ao detento previsto no mencionado documento no sentido de assegurar que as visitas conjugais, onde são permitidas, sejam concedidas na base de igualdade a todas as pessoas aprisionadas ou detidas, independente do gênero se sua parceira ou parceiro.

De acordo com os deputados, a medida é benéfica porque faz com que o preso se sinta um cidadão não excluído da sociedade e fortalece as relações familiares com a pessoa privada de liberdade.

Procurada, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não se manifestou sobre o projeto.

Fonte:  G1

 

8ª Copadellas 2010 amplia a visibilidade do esporte para o público LGBT através do futsal feminino.


Aconteceu nos dias 29 e 30 de maio e 5 de junho, em São Paulo, a 8ª edição do Copadellas, uma das mais importantes e tradicionais atividades esportivas para as mulheres e a comunidade lésbica.

O evento, teve o apoio da Secretaria de Participação e Parceria – SMPP, por meio da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual – Cads, da Prefeitura de São Paulo, que a todo ano busca organizar eventos esportivos para a comunidade LGBT.

A edição de 2010 contou com a participação de 20 equipes, cerca de 300 atletas. Os jogos aconteceram no Clube de Regatas Tietê, com um público estimado em 2.500 pessoas.

O evento ainda teve um caráter social, arrecadando 500 kilos de alimento, que foram encaminhados a instituições de caridade.

O público presente e os participantes, além dos jogos, puderam ter o prazer de ouvir o som da Banda Tom A3, de Jundiaí.

Com som de DJ´s e muito carteado, quem foi ao evento presenciou a conquista do campeonato pela equipe Recrutas. As outras colocações ficaram com: 2° lugar – Sena, 3° lugar – Ad Winpro e 4° Lugar Case.

A organização coube a Gel Nunes e Manuela Bezerra, com o apoio do Quiosque Oasis, The L Club, Estação Fradique, Mix Brasil, Só Para Elas e Clube de Regatas Tietê.

Fotos

 

ABRAT GLS firma parceria com a Embratur durante o 9° Fórum de Turismo

O presidente da ABRAT-GLS (Associação Brasileira de Turismo GLS), Almir Nascimento, anunciou durante o 9º Fórum de Turismo GLS, nesta sexta-feira, 04/06, que a associação firmou um contrato de parceria com a EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo).

Ele abriu o evento com a informação e disse ainda que a primeira ação prevista é promover o Brasil como ponto turístico Gay na Bélgica.

Com a presença de Karen Basuto, gerente de produto da EMBRATUR, Luciana Fernandes, gestora de marketing da EMPETUR, Aline Delmanto da SPTuris, entre outros, os convidados discutiram a importância de estabelecimentos comerciais serem preparados para receber o público Gay.

Ressaltaram, inclusive, dados quantitativos (18 milhões de Gays no Brasil), qualitativos (57% dos Gays tem nível superior de escolaridade), social (65% sofreram preconceito em algum nível) e de renda (gastam 35% a mais que os héteros).

A gerente da EMBRATUR afirmou que qualquer lugar do Brasil pode se tornar um referencial Gay, desde que receba uma capacitação e qualificação que condizem com as necessidades do público.

“Quando se quer receber um nicho, seja ele voltado ao público Gay ou a qualquer outro, é necessário trabalhar em cima das expectativas que ele deseja”, disse ela.

Um dos primeiros passos é oferecer questões básicas, como a segurança. “Também é necessário lembrar que este é um público extremamente exigente. Gosta de hotel de qualidade, boa alimentação…, não necessariamente caro, mas de qualidade.”

Luana, da EMPETUR, ressaltou o trabalho em Pernambuco e afirmou que muitas empresas foram capacitadas para atender Gays na região. Muitas delas, apesar de gostarem de receber tal público, não quiseram receber o selo friendly.

“Principalmente alguns resorts de Porto de Galinhas preferiram não ter o selo com a justificativa de receber muitos casais héteros com filhos e que o selo poderia inibir essa presença. Mas eles não são regra e também oferecem um serviço bom voltado aos Gays.”

Lidar com turistas de outros estados entrou em discussão. Aline, da SPTuris, disse que há a necessidade de postos de informação, principalmente em lugares de maior circulação, como em aeroportos, rodoviária. “Devemos informar, não apenas os lugares indicados, mas também lugares que não são tão recomendados”, salientou.

O evento reuniu cerca de 50 pessoas no auditório da Livraria Cultura, em São Paulo, e foi finalizado com a mensagem de “capacitação para atender Gays” e “parcerias”. Almir anunciou que irá à Bélgica, nos dias 23 e 26 de junho, para promover o Brasil como ponto turístico para Gays, Lésbicas e Simpatizantes.

Fonte: Centrl de Notícias Gays

PEDAL NOTURNO , LUA CHEIA , DIA 26 DE JUNHO.

AOS INTERESSADOS.:

SAIREMOS DE RIO GRANDE DA SERRA , LOCAL DE ENCONTRO NA ESTAÇÃO DE DE TREM .

HORÁRIO DO ENCONTRO AS 23:45 HORAS DO DIA 26 DE JUNHO , PARA SAIRMOS AS 0:00 HORAS DO DIA 27(DOMINGO).

PARA FICAR FÁCIL A LOGISTICA DE TODOS , MARCAMOS NA ESTAÇÃO DE TREM, POIS DE ONDE ESTIVEREM, PODEM DESLOCAR-SE ATÉ RIO GRANDE DA SERRA UTLILIZANDO O TREM.(ÚLTIMO TREM AS 00:00HS)

PRETENDEMOS PARTIR AS 0:00 HORAS. O PEDAL ATÉ CHEGARMOS NA BAIXADA ,75KM, TEM DURAÇÃO DE 4 A 5 HORAS INDO NA BOA. CHEGANDO LÁ , PODEREMOS CURTIR O AMANHECER NA PRAIA DE BERTIOGA E DEPOIS SEGUIR PARA O GUARUJA.

DEVEMO S LEVAR LANCHE, AGUA , AGASALHO(FAZ FRIO) , LANTERNAS E CAMERA RESERVA. FAREMOS UMA PARADA EM QUATINGA , APROX 30 KM , ( EM HORÁRIO QUE PROVAVELMENTE ESTARÁ TUDO FECHADO) , UM DESCANÇO E SEGUIMOS VIAGEM . NA BAIXADA AO AMANHECER , TALVEZ UMA “PADOCA” PARA UM CAFÉ. SEGUIMOS ATÉ O GUARUJÁ E O RETORNO SERÁ VIA EXPRESSO BRASILEIRO.(TEREMOS QUE COMPRAR BILHETES NA HORA, E TALVEZ SUBIR EM HORÁRIOS ESCALONADOS, DEPENDENDO DO NUMERO DE BIKES).

O PASSEIO SÓ SERÁ CANCELADO SE NA VESPERA ESTIVER CHOVENDO MUITO, E QUE TORNE INVIÁVEL O TRAJETO POR TERRA ( ESTE CAMINHO É BEM VARIADO TEM TERRENO LISO, COM PEDRAS, COM BARRO , COM TUDO , ,,, MAS NÃO É DIFÍCIL ) . EM CASO DE CANCELAMETO , UM EMAIL SERÁ ENVIADO ATÉ 18:00 DO DIA 26 , DEPOIS DESTE HORÁRIO SÓ COM DILÚVIO ,….RS.RS.RS…..

BEM , PARA PODERMOS FAZER UMA PRÉVIA, GOSTARIAMOS QUE AQUELES QUE PRETRENDEM IR ENTREM EM CONTATO, PASSANDO UMA CONFIRMAÇÃO, ASSIM PODEREMOS CO ORDENAR MAIS DETALHES , PRINCIPALMENTE QUANTO A LOGISTICA DO RETORNO.

A QUEM INTERESSAR , VAMOS SAIR NO PEDAL DE NOSSA CASA DE RIBEIRÃO PIRES, QUEM QUISER IR DE CARRO PARA LÁ, E SAIR JUNTO, É POSSÍVEL , E AÍ AGENTE ATÉ ANTECIPA UMA CONFRATERNIZAÇÃO, CHAMAMOS UMA PIZZA E COISA E TAL……. ALIAS , TEREMOS CONVIDADOS DO CUESTA BIKER´S ( EDU, FERNANDO & CIA , TURMA DE BOTUCATU).

CONTATOS , CEL .:7111-6463- SEGIÃO , 9987 4149- CESAR e 9717 2287- REGINA .

Presidente Lula decreta dia 17 de maio dia Nacional de Combate à Homofobia

Ato ocorreu na véspera da 14ª Parada LGBT de São Paulo

Atendendo ao pedido da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) – ofício abaixo –, na sexta-feira, dia 4 de junho, o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o decreto que institui o Dia Nacional de Combate à Homofobia, a ser comemorado anualmente no Dia 17 de Maio. O Decreto foi publicado no Diário Oficial da União hoje, 2ª-feira, 07/06, Seção 1, página 5 (texto abaixo).

A notícia foi recebida na sexta-feira à noite pela presidência da ABGLT durante a realização do 10º Prêmio “Cidadania em Respeito à Diversidade”, promovido pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo.

Segundo Toni Reis, presidente da ABGLT, “o Decreto é o reconhecimento governamental de que há homofobia no Brasil e que é preciso ter ações concretas para diminuir ou acabar com o preconceito, a discriminação e o estigma contra a comunidade LGBT. Esperamos que o exemplo do Brasil seja seguido pelos 75 país que criminalizam a homossexualidade e pelos 7 países em que há pena de morte para os homossexuais”, disse. Reis também parabenizou o governo Lula, sobretudo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pelo empenho em aprovar o Decreto.

O Decreto vem coroar as propostas de campanha do segundo mandato do presidente Lula: a continuidade do Programa Brasil Sem Homofobia; a realização da 1ª Conferência Nacional LGBT; a criação da Coordenação Nacional LGBT, do Conselho Nacional LGBT e do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. Enquanto o Legislativo Nacional não aprova leis que garantam a igualdade de direitos da comunidade LGBT, o Judiciário e o Executivo já demonstraram, através de decisões e ações, que no Brasil se respeita a Constituição Federal, que nos seus artigos 3º e 5º afirma que não haverá discriminação e que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

O dia 17 de maio de 1990 foi o dia em que a Assembleia Mundial da Saúde, órgão máximo de tomada de decisão da Organização Mundial da Saúde, retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data e celebrada internacionalmente como o Dia de combate à Homofobia.

É uma estratégia da ABGLT que em todos os estados e municípios haja leis ou decretos que instituam o dia estadual ou municipal contra a homofobia. O Dia já existe em 9 estados: Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná e Santa Catarina; e em pelo menos 15 municípios: Lauro de Freitas-BA, Alfenas-MG, Itaúna-MG,

Cuiabá-MT, Rondonópolis-MT, Picos-PI, Curitiba-PR, Francisco Beltrão-PR, Natal-RN, Mesquita-RJ, Rio Grande-RS, Florianópolis-SC, Joinville-SC, Campinas-SP e Ribeirão Preto-SP (www.abglt.org.br/port/leis_homofobia.php)

 

Força economica GLS estimula lançamento de cartão de crédito e afinidade


A crescente força econômica da comunidade GLS brasileira estimula a iniciativa de várias empresas para colocação no mercado do Arco Íris Card. Será o primeiro cartão especial de crédito e afinidade para a comunidade GLS. Suas características especiais serão anunciados à comunidade e ao mercado na conferencia de imprensa que vai apresentar as novidades da Parada Gay 2010, no dia 01/06. O público poderá começar a aderir à proposta na 10ª Feira Cultural LGBT, que acontece no Anhangabaú dia 03 de junho; e no domingo 06 de junho, quando a capital economica do país concentrará aproximandamente 3 milhões de pessoas para a maior manifestação social do genero no mundo, na Avenida Paulista

A novidade é um projeto da JJCL Brasil Cartões. Segundo um dos sócios da empresa, Carlos Ritto, o novo cartão terá uma das duas maiores bandeiras de cartões e em quinze dias deve fechar o contrato de emissão com o Banco Ficsa.

A meta para atender de forma especial e diferenciada 120 mil clientes está bem encaminhada. A apresentação prévia do produto nas mídias sociais da Revista Arco Íris, parceira do projeto, teve mais de 50 mil page views..

Será criado um fundo para contribuição com estudos sobre cura da Aids e entidades ligadas à causa.

Também estão previstos benefícios como programa de milhagens, seguros e títulos de capitalização.

MINISTÉRIO DOS ESPORTES RECEBE
O COMITÊ DESPORTIVO GLS BRASILEIRO

Ministro dos esportes Orlando Silva recebe o presidente do CDG Brasil em Brasília no dia 25 de maio.Em  reunião realizada em Brasília, no gabinete do ministério dos esportes do
governo federal, o ministro Orlando Silva recebeu o presidente do Comitê Desportivo
GLS  Brasileiro,  Érico  dos  Santos  e  o  empresário  e  presidente  do  Casarão  Brasil
Associação  GLS  Douglas  Drummond,  em  uma  audiência  para  tratar  de  assuntos
relacionados ao desporto LGBT nacional.

O  principal  foco  da  reunião  foi  discutir  a  possibilidade  do  CDG  Brasil  levar
para os GayGames de Colônia, na Alemanha em Agosto deste ano a primeira delegação
desportiva  oficial  do  Brasil  na  competição,  visto  que  até  hoje  o  Brasil  nunca  teve
efetiva  participação  no  evento,  tendo  apenas  participações  inexpressivas  e  sem
nenhum tipo de apoio governamental. O ministro dos esportes se mostrou entusiasmado com o evento, e confessou
não  ter  conhecimento  sobre  a  existência dos  Jogos direcionados  à  comunidade GLS
mundial. Também frisou que é de extrema importância o Brasil enviar representantes
para os GayGames deste ano e para  isso estudará ainda esta semana qual será o tipo
de apoio que poderá  fornecer para enviar atletas à competição. Também não  foram
citados os números deste incentivo e quantos atletas poderão ser beneficiados com o
apoio do governo federal.Para o presidente do CDG Brasil, a reunião foi de extrema importância para o
desenvolvimento do desporto LGBT brasileiro. “Nunca houve nenhum tipo de diálogo
sobre o  incentivo ao esporte para a comunidade GLS e  também não  temos  registros
anteriores  de  qualquer  tipo  de  manifestação  por  parte  do  governo  para  apoiar
atividades esportivas para a comunidade LGBT, e o ministro ficou contente em saber
que  o  CDG Brasil  tem  uma  grande  estrutura,  conhecimento,  organização  e  projetos
concretos,  o  que  fará  com  que  o  apoio  à  nossa  participação  nos  GayGames  será
somente o  início de uma nova era para nós e em prol de  toda a nossa comunidade”
informou Érico Santos.O Ministro também afirmou que deseja que o CDG Brasil encabece um projeto
para a realização de um evento nacional nos moldes de uma “Olimpíada” destinado à
comunidade  LGBT  Brasileira  e  simpatizantes  em  2011  com  o  apoio  do  governo
federal e possivelmente no Rio de Janeiro.

Firmando compromisso em apoiar o CDG Brasil e o desporto LGBT nacional, o
ministro  ainda  posou  para  fotos  com  a  bandeira  do  arco-íris  que  simboliza  o
movimento LGBT, mostrando apoio à cidadania LGBT e respeitando à diversidade dos
brasileiros

Programação do 8º Ciclo de Debates – Mês do Orgulho LGBT de São Paulo (junho 2010)‏

O 8º Ciclo de Debates promovido anualmente para o Mês do Orgulho LGBT
pretende levar a um público mais amplo as discussões que dizem respeito ao
segmento LGBT. Para isso, busca-se uma harmonia entre a acessibilidade dos
conteúdos para todas as pessoas interessadas e a máxima qualidade das
intervenções. Para atingir a maior relevância possível dos assuntos tratados
para a comunidade à que se destinam, cuida-se que temas deixados de fora de
uma edição encontrem espaço em edições sucessivas.

O Ciclo de 2010 pretende implementar uma mescla de continuidade e inovação
em relação às edições anteriores. Entre os elementos de continuidade estão
parcerias com outras entidades para construir os eventos do Ciclo a partir
de uma diversidade de competências e experiências; o cuidado com a
acessibilidade física dos locais, sempre que possível, para acolher todos os
interessados, inclusive privilegiando o acesso por transporte público, mais
democrático e ecológico; a inclusão, na escolha dos temas e dos
palestrantes, de todos os segmentos que compõem o universo LGBT, em especial
para que travestis, transexuais e mulheres tenham espaços significativos e
paritários nos eventos.

Uma inovação deste ano será a concentração dos eventos do Ciclo (ou ao menos
de boa parte deles) em um único local, tanto para facilitar a divulgação,
pois assim ficará mais fácil para os interessados programarem-se, como
também para reforçar a identidade do Ciclo de Debates como elemento da
programação do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, organizado pela APOGLBT.

Outra diferença em relação ao ano passado se dará na escolha das datas: este
ano todos os debates devem ocorrer após a Parada, dando seguimento ao Mês do
Orgulho. Por fim, temas que não foram abordados em 2009 devem ganhar espaço
na edição deste ano, como educação, assuntos culturais e outros.

*Local: Auditório da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Pátio
do Colégio, 148/184 (estação Sé do metrô)*

*O debate do dia 26/06 – Questão de Gênero – acontecerá no **Sindicato dos
Bancários – Rua São Bento, 413 (estação São Bento do metrô).*

*PROGRAMAÇÃO*

*Clique em cada um dos debates para mais detalhes.
*

10/junho (quinta-feira) –
EDUCAÇÃO<http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=58>

16/junho (quarta-feira) –
TRABALHO<http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=57>

17/junho (quinta-feira) – A PIRÂMIDE DA
DISCRIMINAÇÃO<http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=56>

18/junho (sexta-feira) – PANORAMA
INTERNACIONAL<http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=55>

19/junho (sábado) – DIREITOS <http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=54>

23/06 (quarta-feira) – FAMÍLIAS<http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=53>

24/06 (quinta-feira) – SAÚDE <http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=52>

25/junho (sexta-feira) – PRAZERES NO
ARMÁRIO<http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=51>

26/junho (sábado) – QUESTÕES DE
GÊNERO<http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=50>

28/junho (segunda-feira) – CULTURA + ENCERRAMENTO DO CICLO / MÊS DO
ORGULHO<http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=49>

Fonte: http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=61

Governo de São Paulo institui 1° Plano de Enfrentamento à Homofobia do
Brasil

No  mesmo  dia em que se realizou a I Marcha Nacional Contra Homofobia, o
Governo  de  São  Paulo  publicou, em Diário Oficial, o Plano Estadual de
Enfrentamento  à  Homofobia e Promoção da Cidadania LGBT. Trata-se de uma
iniciativa  inédita:  é o primeiro Estado do país a publicar um Plano com
ações  e  metas  voltadas  exclusivamente  à  promoção  da  cidadania  de
lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.Já  em  vigor,  o  Decreto Estadual 55.839, de 18 de maio de 2010, define
ações  voltadas  para  a  população LGBT, com metas a serem executadas no
biênio   2010-2011,   pelas   Secretarias  de  Gestão  Pública,  Relações
Institucionais,  Assistência e Desenvolvimento Social, Emprego e Relações
de  Trabalho,  Segurança  Pública, Administração Penitenciária, Educação,
Saúde,  Cultura,  Ensino  Superior,  além  da  Secretaria da Justiça, que
abriga  a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de
São Paulo.

Para  Dimitri  Sales, Coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual,
“com  essa  pioneira iniciativa, resultado do grande empenho da equipe da
Coordenação  Estadual  em  parceria  com o Comitê Intersecretarial, estão
estruturadas  as estratégias prioritárias para a promoção da cidadania de
lésbicas,  gays, bissexuais, travestis e transexuais.” Em sua opinião, ao
envolver  diversas  Secretarias  na  atuação  em  favor  dos  direitos da
diversidade  sexual,  o  Governo de São Paulo demonstra o seu compromisso
com  o enfrentamento à homofobia: “É tempo novo, de pleno comprometimento
com  a  defesa  dos  direitos  sexuais,  com  o respeito a cada cidadão e
cidadã,  independentemente  de  sua  orientação  sexual  ou identidade de
gênero.  Estamos  certos  que os caminhos trilhados ajudarão a consolidar
uma nova sociedade!”, concluiu. A Construção do PlanoO  Plano  Estadual  de  Enfrentamento à Homofobia e Promoção da Cidadania
LGBT  foi  construído  a partir das resoluções extraídas da I Conferência
Estadual  GLBT,  realizada em abril de 2008. De posse dessas propostas, o
Comitê  Intersecretarial de Defesa da Diversidade Sexual, órgão vinculado
à  Coordenação  de  Políticas para a Diversidade Sexual, elaborou metas e
ações  capazes  de  propiciar  a  implementação  de políticas públicas de
promoção da cidadania LGBT.A  versão  preliminar  do Plano foi encaminhada às entidades da sociedade
civil  para  consulta  pública.  As sugestões apresentadas pelo movimento
social  LGBT foram incorporadas na integralidade. Em seguida, o texto foi
encaminhado  às  Secretarias  que  compõem  o  Comitê Intersecretarial de
Defesa da Diversidade Sexual para ratificação dos seus titulares.

Metas e Ações

Entre  as  metas  propostas,  estão  capacitações  de  agentes e gestores
públicos,  realizar  campanhas institucionais de promoção da Lei Estadual
n°  10.948/01  e  do  Decreto  Estadual  n°  55.588/2010,  que  garante o
tratamento  pelo nome social para travestis e transexuais, apoiar Paradas
do Orgulho LGBT nas cidades do interior paulista. Está prevista, ainda, a
adoção de medidas para ampliação da inserção da população LGBT no mercado
de   trabalho,   levantamento   de  estatísticas  a  respeito  de  crimes
homofóbicos  no  Estado  e  a  ampliação  da DECRADI (Delegacia de Crimes
Raciais e Delitos de Intolerância).

Implementação e Monitoramento

Para  implementação  das ações, poderão ser firmadas parcerias com outros
órgãos públicos, a exemplo da Procuradoria Geral do Estado e a Defensoria
Pública.

O  cumprimento  das  metas  e  realização  das  ações  será acompanhado e
monitorado  pela  Coordenação  de  Políticas para a Diversidade Sexual do
Estado  de  São Paulo, com o auxílio do Comitê Intersecretarial de Defesa
da Diversidade Sexual, e pelo Conselho Estadual dos Direitos da População
de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Comitê Desportivo GLS busca voluntários para seus projetos

O Comitê Desportivo GLS Brasileiro está buscando voluntários que queiram auxiliar a entidade em seus projetos. Com sede em São Paulo, o CDG precisa de pessoas que preferencialmente morem em São Paulo ou cidades próximas para assumirem os cargos de assessoria de imprensa, organização de eventos esportivos, organização de eventos culturais, assessoria jurídica e marketing.

O Comitê busca também formandos ou monitores de Educação Física para monitorar as atividades esportivas realizadas por ele, como a recém-encerrada 1ª Uniliga, campeonato de vôlei e futsal de times de gays, travestis e lésbicas. As atividades podem ser executadas na própria localidade do voluntário, em casa, ou em outro local, sem a necessidade de se locomover até a sede da entidade, que fica na Rua Frei Caneca, 1057 – Consolação.

Essa abertura para voluntários existe porque o CDG cresceu e suas atividades também. Como não tem fins lucrativos, fica complicado contratar esses profissionais. Quem ficou interessado pode acessar o site: www.cdgbrasil.com/voluntarios, preencher o formulário e aguardar o retorno da equipe de esportes do CDG Brasil. Mais informações também pelo e-mail info@cdgbrasil.com.

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São Paulo ganha primeira Central de Informações Turísticas GLS do país

Nova e pioneira CIT funcionará na rua da Frei Caneca e será de grande
auxilio a demanda turística na 14ºedição da Parada Gay

Nesta segunda-feira, 17 de maio, São Paulo confirmou seu caráter
vanguardista e inaugurou a primeira Central de Informação Turística GLS do
Brasil, resultado da parceria entre a São Paulo Turismo (SPTuris), o São
Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), a Coordenadoria de Assuntos de
Diversidade Sexual (Cads), a Associação Brasileira de Turismo para Gays
Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS) e o Casarão Brasil.

A pioneira CIT abrirá suas portas na Rua Frei Caneca, 1057, local onde
funciona o Casarão Brasil, um centro de união da comunidade LGBT, e terá
sugestões especializadas de bares, lojas, bistrôs, cafés, shopping centers,
feiras, restaurantes e clubes gays friendly, além do roteiro com os
principais pontos turísticos de interesse geral, mapas, calendário de
eventos e informações sobre a cidade, como transporte, endereços e telefones
úteis.

A SPTuris fornecerá o material promocional da cidade e o treinamento aos
dois atendentes bilíngües, que estarão a disposição do público das 10 às 19
horas, mas a administração caberá a Abrat-GLS.

“São Paulo é uma cidade que abraça todos os povos, todas crenças, estilos e
costumes. E é também a cidade da maior Parada LGBT do mundo. A inauguração
de uma CIT voltada para esse público mostra como a cidade investe em seus
visitantes, sem exercitar a palavra discriminação. No ano passado, lançamos
um guia para o público GLS que também disponível para download no site
oficial do turismo de São Paulo, o www.cidadedesaopaulo.com“, destacou o
diretor de Turismo e Entretenimento da SPTuris, Luiz Sales.

Ele explica que a capital paulista é também um dos principais destinos GLS
do Brasil e que possui centenas de estabelecimentos gay friendly. Em sua 13º
edição, em 2009, a Parada LGBT atraiu milhares de pessoas para a Av.
Paulista, sendo cerca de 400 mil de fora da cidade, o que significou uma
movimentação de aproximadamente R$ 189 milhões na economia do município, de
acordo com o Observatório do Turismo da cidade de São Paulo, núcleo de
estudos e pesquisas da SPTuris.

O diretor superintendente do SPCVB, Toni Sando, também ressalta a
importância do projeto. “É mais uma iniciativa que comprova a capacidade de
São Paulo de atrair todos os públicos. Ao mesmo tempo, observamos um
engajamento cada vez maior das entidades ligadas ao turismo, para receber
bem e fidelizar os mais de 11 milhões de visitantes que vêm à cidade
anualmente”, comentou.

“Criar uma Central de Informações Turísticas GLS demonstra mais uma vez a
delicadeza da hospitalidade de São Paulo, que recebe cada um de seus
visitantes, respeitando suas especificidades e antecipando as expectativas”,
destacou o coordenador geral da Cads, Franco Reinaudo.

O presidente do Casarão Brasil, Douglas Drumond, afirma que “a nova CIT GLS
é mais um serviço para população e vem ao encontro da missão da nossa ONG,
que visa o desenvolvimento de projetos com excelência que atendam a
comunidade homossexual”.

Com o crescimento expressivo nos últimos cinco anos do turismo GLS no
Brasil, a criação de uma CIT direcionada a este mercado é uma mostra do alto
grau de profissionalização do setor na cidade de São Paulo. “A criação da
primeira Central de Informação ao Turista GLS vem coroar a vocação que a
cidade de São Paulo tem em acolher, bem receber e respeitar a diversidade”,
lembra o presidente da Abrat-GLS, Almir Vieira Nascimento. A entidade é
reconhecida por incentivar o turismo, lazer e entretenimento dos
consumidores do mercado GLS, defendendo os interesses e estimulando o
aumento no volume de negócios de seus associados.

Gerência de Comunicação – São Paulo Turismo (SPTuris)
Contato: (11) 2226-0409 | imprensa@spturis.com
Visite: www.cidadedesaopaulo.com
Press kit online: www.imprensa.spturis.com

 

 

Informe da 1ª Marcha Nacional Contra a Homofobia

De 17 a 19 de maio, foram realizados 3 grandes eventos LGBT em Brasília.

Nos dias 17 e 18, houve o Seminário Universidade de Brasília (UnB) Fora do Armário, realizado pela Juventude da ABGLT, em parceria com os movimentos estudantil e juvenil, com ampla participação de jovens e universitários.

No dia 18, houve o VII Seminário LGBT no Congresso Nacional, que lotou o maior auditório da Câmara, o auditório Nereu Ramos. O seminário abriu com o Hino Nacional cantado por Angela Leclery, acompanhada por Keila Simpson, Jovanna Baby e Welluma Brown, num ato de demonstração do exercício da cidadania das travestis. O debate foi muito rico e em vários momentos os participantes se emocionaram com os depoimentos das travestis. Também houve uma exposição muito interessante sobre o fundamentalismo religioso, proferida pelo advogado e pastor presbiteriano, Marcos Alves da Silva.

Durante os dias 17 e 18, e até na madrugada do dia 19, foram chegando as caravanas das Unidades da Federação. Muitas enfrentaram viagens muito longas de ônibus e ainda acamparam em condições BÁSICAS  no Parque da Cidade. A persistência e dedicação dos/das militantes em fazer acontecer a 1ª Marcha foi algo espetacular.

No dia 19 houve a 1ª Marcha / 1º Grito Contra a Homofobia e pela Cidadania LGBT. A Marcha iniciou com o Hino Nacional, cantado por Jane di Castro, em frente à Catedral Metropolitana de Brasília. A primeira pergunta que os jornalistas fizeram para nós era sobre o número de manifestantes na Marcha. Respondemos que neste momento não era a quantidade que importava, e sim conteúdo de nossa manifestação e a forma como foi construída, e seu tom politizado e de reivindicação.  Havia entre 1500 e 3 mil pessoas na Marcha. Houve um momento em que a Marcha encheu com muita gente ao descer a Esplanada dos Ministérios, reduzindo a uma só pista a circulação do trânsito.  De destaque e liderando a Marcha eram as travestis e transexuais, com manifestações de luto pelas companheiras assassinadas. No local de encerramento, em frente ao Congresso Nacional, foram colocadas 198 cruzes simbolizando o número de LGBT assassinados em 2009, segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia

Durante a concentração e encerramento, e também em todo o percurso da Marcha, houve a participação e falas de várias celebridades, representantes de movimentos sociais, movimentos estudantis, associações de classe, e muitos parlamentares, mas em nenhum momento foi pedido voto para qualquer candidato.

As principais reivindicações da Marcha foram:

  • Garantia do Estado Laico
  • Combate ao Fundamentalismo Religioso.
  • Cumprimento do Plano Nacional LGBT na  sua  totalidade.
  • Aprovação imediata do PLC 122/2006
  • Judiciário (STF): Decisão Favorável sobre União Estável entre casais homoafetivos, bem como a mudança de nome de pessoas transexuais.

Temos a comemorar também a decisão do Itamaraty, anunciado em  17 de maio, de garantir passaporte diplomático e residência para os/as parceiros/as do mesmo sexo de funcionários/as do Itamaraty. E também a Portaria 233/2010 do Ministério do Planejamento que permite o uso do nome social das travestis e transexuais no serviço público federal direito e indireto.

No mesmo período, audiências foram concedidas à ABGLT por 14 dos 18 ministérios que compõem o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Foi uma oportunidade para averiguar a implementação do Plano, dialogar e pressionar para a plena implementação do mesmo. Após a Marcha, a presidência  da ABGLT também foi recebida em audiência pelo presidente em exercício da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (PT/RS), acompanhada pela deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB/RS), Paulo Pimenta (PT/RS) e Perpétua Almeida  (PCdoB/AC). O principal ponto da pauta da audiência foi o projeto de lei 4914/2009 (união estável entre casais homoafetivos).

Agradecemos a todos e todas que ajudaram a fazer esta 1ª Marcha, sejam do governo, movimentos sociais, associações de classe, personalidades, militantes, enfim…  e também agradecemos as 540 assinaturas do Manifesto. Um especial agradecimento a equipe dos militantes de Brasília, do Grupo ELOS, Evaldo, Sergio, Lenne e todos e todas que voluntariamente não mediram esforços na organização da Marcha.

Informamos que já estamos convocando e convidando para a 2ª Marcha Nacional Contra a Homofobia, que será realizada em Brasília no dia 17 de maio de 2011

Abaixo várias notícias

VII SEMINÁRIO DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSSEXUAIS NO CONGRESSO NACIONAL

LOCAL: Auditório Nereu Ramos
HORÁRIO: 09h

Direitos Humanos de LGBT : Cenários e Perspectivas

Origem: Requerimento nº 118/10 – de autoria da deputada Fátima Bezerra.

09h – Solenidade de Abertura

Deputado Paulo Pimenta
Presidente da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados

Deputada Iriny Lopes
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

Deputado Ângelo Vanhoni
Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados

Senadora Fátima Cleide
Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

Sra. Lena Peres
Representante da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República

Dra. Ana Maria Costa
Diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa, da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde

Dr. Eduardo Barbosa
Diretor Adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

Dr. Pedro Chequer
Coordenador no Brasil do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids

Sr. Toni Reis
Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Sra. Keila Simpson
Vice-Presidenta da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e
Transexuais

Sra. Yone Lindgren
Coordenação Política Nacional da Articulação Brasileira de Lésbicas

O Hino Nacional será entoado pela cantora Ângela Leclery

Lançamento da campanha “Sou Travesti”.
Dr. Eduardo Barbosa – Diretor Adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

Lançamento da campanha “Igual a você”.
Dr. Pedro Chequer – Coordenador no Brasil do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids

10 h – 1ª Mesa

Tema: – ANÁLISE DA SITUAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DE LGBT NO BRASIL

Coordenadora: Deputada Federal Manuela D’Ávila
Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

Expositores*:

Dr. Pedro Chequer
Coordenador no Brasil do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids

Dra. Deborah Duprat
Subprocuradora-Geral da República, Ministério Público Federal
Tema: Supremo Tribunal Federal e as Ações Diretas de Inconstitucionalidade nºs 4275 e 4277

Ministro Paulo Vannuchi
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
Tema: Programa Nacional de Direitos Humanos III e a Comunidade LGBT

Deputada Federal Fátima Bezerra
Membro da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, autora do Requerimento nº 118/2010 solicitando junto à Comissão de Legislação Participativa a realização do VII Seminário

Sr. Léo Mendes
Secretário de Finanças da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Sra. Tathiane Araújo
Secretária de Direitos Humanos da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Secretária de Articulação Política da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais

Debatedor: Deputado Federal Iran Barbosa
Membro da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, autor do Requerimento nº 309/2010 solicitando junto à Comissão de Educação e Cultura a realização do VII Seminário LGBT

14h – 2ª Mesa

Tema: UNIÃO ESTÁVEL, ESTADO LAICO E FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO

Coordenadora: Senadora Serys Slhessarenko
Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

Expositores*:

Dra. Rosa Maria Rodrigues de Oliveira
Advogada, Doutora em Ciências Humanas, pela Universidade Federal de Santa Catarina
Tema: Isto é contra a natureza? Decisões e discursos sobre as conjugalidades homoeróticas em
tribunais brasileiros

Dr. Marcos Alves da Silva
Professor de Direito Civil, Advogado e Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Mestre em Direito
das Relações Sociais pela UFPR e Doutorando em Direito Civil pela UERJ
Tema: Fundamentalismo Religioso e Intolerância no Estado Democrático de Direito: a Questão da
Homofobia

Sr. Jean Wyllys
Jornalista, Escritor e Professor da ESPM e Universidade Veiga de Almeida
Tema: União Estável, Estado Laico e Fundamentalismo Religioso: Fundamentos Culturais das
Homofobias

Deputado Federal José Genoino
Coordenação da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

Deputado Federal Chico Alencar
Membro da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

Sra. Irina Bacci
Secretária Geral da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Sr. Carlos Magno
Secretário de Comunicação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Debatedora: Deputada Federal Professora Raquel Teixeira
Membro da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

Encerramento do Seminário

Promoção:
· Comissão de Legislação Participativa
· Comissão de Direitos Humanos e Minorias
· Comissão de Educação e Cultura
· Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT
· Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

Apoio:
· Secretaria de Direitos Humanos – Presidência da República
· Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Presidência da República
· Ministério da Saúde – Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa
· Ministério da Saúde – Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
· Ministério da Justiça – Secretaria Nacional de Segurança Pública
· Ministério da Cultura – Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural
· Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids – UNAIDS

* Presenças a serem confirmadas.

Equipe Modenna vence o primeiro torneio de Vôlei Gay do

CDG Brasil


Na última semana, a equipe paulistana de vôlei Modenna foi consagrada a grande campeã da primeira UNILIGA, evento esportivo organizado pelo Comitê Desportivo GLBT Brasileiro – CDG Brasil.

Comandado pela atacante Paulette Perturbada, o time ficou invicto durante as seis semanas de competição, perdendo apenas um set.

A partida final foi disputada contra a CEE Ibirapuera, que também realizou uma bela campanha. Apesar da determinação, os meninos do CEE Ibirapuera perderam por 3 sets a 1 e o Modenna foi para casa com as medalhas de ouro.

O terceiro lugar foi definido em jogo entre o time de Cuba e o LND Vôlei Clube. Os cubanos levaram a melhor depois de vencerem por 3 sets a 0.

A primeira UNILIGA recebeu os parabéns da Federação dos GayGames, Glisa e Secretaria de Esportes da Cidade de São Paulo.

 

Nota de repúdio do Grupo Arco-Íris às recentes declarações de Anthony Garotinho‏

*Nota de repúdio do Grupo Arco-Íris às recentes declarações de Anthony
Garotinho***

O Grupo condena a postura do Sr. Anthony Garotinho, ex-governador e atual
pré-candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, que, de forma
pejorativa, fomenta o preconceito à Comunidade LGBT. O jornal O Globo (2 de
maio de 2010) destaca que Garotinho tem feito ataque aos adversários usando
como arma de manipulação a Parada do Orgulho LGBT-Rio, ao afirmar que o
então governador, Sérgio Cabral, patrocina a Parada do Rio. E, ainda,
ratifica o discurso homofóbico do músico (sic) Emanuel de Albertin (“Se Deus
fizesse o homem para casar com homem, não seria Adão e Eva, teria feito Adão
e Ivo”), chamado por Garotinho para compor a caravana Palavra de Paz.

Entendemos que Anthony Garotinho não respeitou a Constituição, que preza a
Igualdade de Direitos de todos e todas perante a Sociedade e os princípios
de um Estado Laico, desqualificando as políticas públicas do Governo do
Estado aos Direitos Humanos e à População LGBT.

O papel de um governante é garantir a igualdade de Direitos de toda a
população, independente de cor, classe, credo, raça, sexo, orientação
sexual. E tal postura, do Sr. Anthony Garotinho, como candidato ao cargo de
governante, denota um discurso fundamentalista e de segregação.

*Esclarecimentos:

*

Primeiramente, o Grupo Arco-ìris de Cidadania LGBT¨vem a público esclarecer
que tem, sim, apoio financeiro de órgãos governamentais (Município, Estado e
União) para a realização da Parada do Orgulho LGBT-Rio, terceiro maior
evento cultural da cidade do Rio de Janeiro que hoje ocupa o lugar de maior
evento comunitário, não só da cidade do Rio como de todo o nosso
Estado. Também ressaltamos que a Parada não é patrocinada pela pessoa física
de Sérgio Cabral Filho, governador do Estado.

O Governo do Estado atualmente reconhece a Comunidade LGBT, que durante
muitos anos foi marginalizada e privada de sua cidadania plena. Hoje, somos
representados pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos,
dentro da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, que
atua no combate à homofobia.

O Grupo Arco-Íris, fundado em 1993, tem como missão atuar para promover a
melhoria na qualidade de vida de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e
transexuais (LGBT), além de promover os direitos humanos do público LGBT.
Por isso, prestamos atendimento à comunidade LGBT e encaminhamos
mensalmente vários casos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e
Transexuais vitimas de preconceitos, violência física, verbal a esta
Superintendência.

O Grupo lamenta a postura do ex-governador Garotinho, que sintetiza em sua
fala o mesmo preconceito que leva a violência e morte de centenas de
homossexuais em nosso país.

*Gilza Rodrigues da Silva *

Presidente

Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

 

Mês do Orgulho

Programação
Confira as datas do 14º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo

Junho começa com Feira Cultural, Prêmio, Gay Day e Parada, continuando com Ciclo de Debates

Junho é o Mês do Orgulho LGBT em todo o mundo. Além da 14ª Parada do Orgulho LGBT, que ocorre no dia 6, na Avenida Paulista, diversas outras atividades farão parte desse grande momento de manifestação e celebração para a democracia do Brasil.

Sob o tema “Vote Contra a Homofobia: Defenda a Cidadania!”, o Mês do Orgulho trará para a discussão o ano eleitoral para chamar a atenção à necessidade de nomear candidatos comprometidos com os direitos da população LGBT. O objetivo é propor à sociedade que votar corretamente é defender a cidadania plena de todos os indivíduos, sendo assim, candidatos homofóbicos, além de disseminar o ódio, não estão preparados para representar nossa diversidade e democracia.

A APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) convida toda a sociedade para participar das ações do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo e a ocupar uma das principais avenidas da América Latina para, novamente, realizarmos a Parada do Orgulho LGBT; estando cientes de que todos somos agentes transformadores e responsáveis por um país mais justo, inclusivo e igualitário.

Confira as atividades oficiais já confirmadas e acompanhe esta seção do site, para atualizações:

Coletiva de Imprensa – Apresentação do 14º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo
1º de junho, às 14h.
155 Hotel (Rua Martinho Prado, nº 173, Bela Vista)
Restrita à imprensa e convidados

10ª Feira Cultural LGBT
3 de junho, das 10h às 22h
Vale do Anhangabaú

10º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade
4 de junho, às 20h
SESC Pompeia (Rua Clélia, nº 93, Pompeia)

10º Gay Day
5 de junho, das 10h às 22h
Playcenter (Rua José Gomes Falcão, nº 20, Barra Funda)

14ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
6 de junho, a partir das 12h
Avenida Paulista e Rua da Consolação (concentração em frente ao MASP)

8º Ciclo de Debates
10 de junho (abertura e debate)
16, 17, 18, 19, 23, 24, 25, 26 de junho (debates)
28 de junho (debate sobre cultura, intervenções artísticas e encerramento)
Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo (Pátio do Colégio, nº 148/184 – Centro)

Jean Wyllys
Por que gays não elegem gays

Precisamos escapar dessas derrotas. Mas, antes, escapar da homofobia que nos impede de construirmos representantes políticos
17/04/2010O tema da Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) de São Paulo, este ano, é “Vote contra a homofobia. Defenda a cidadania”. Isso nos faz lembrar das derrotas dos candidatos com histórico de engajamento nas lutas pelos direitos civis dessa população e que levantaram explicitamente a bandeira da causa homossexual nas últimas eleições.Acredito que isso se deve, por um lado, à homofobia internalizada. Assim como a homofobia é o ódio ou incômodo que as pessoas têm dos homossexuais, a homofobia internalizada é como chamamos o sentimento consciente ou inconsciente que os próprios gays ou lésbicas têm de si mesmos ou de outros iguais, porque foram ensinados que era errado ou feio ser homossexual. Este sentimento contraditório impede a maioria homossexual de se identificar com outros e de serem plenamente felizes, também.Essas derrotas se devem também à tendência dos heterossexuais de só votar num candidato homossexual, quando ele reforça o estereótipo da “bicha louca”; aquele que não oferece perigo algum à ordem sexual; que não rasura clichês nem confunde categorias. Embora a quantidade de gays e lésbicas que estão “saindo do armário” esteja crescendo, e apesar do sucesso das Paradas Gays em todo Brasil, a maior parte dos homossexuais prefere ser assimilado ou integrado ao “mundo normal” (o mundo dos heterossexuais) pela invisibilidade, pelo silêncio ou pela inexistência como gays e lésbicas; algo do tipo: “aos meus amigos íntimos e parceiros da noite, eu digo que sou homossexual, mas, ao meu cunhado, ao meu chefe e aos meus colegas de trabalho, eu não digo nada para não perder o respeito deles”.Esses gays e lésbicas não votaram em seus candidatos, pois a ordem sexual em que nasceram e cresceram – uma ordem que desvaloriza a homossexualidade – faz existir “um anti-homossexual no fundo de todo homossexual”.Os votos que elegeram umas raras travestis e transexuais são, em minha opinião, fruto da decepção de parte da população em relação aos políticos “tradicionais”. Se, na campanha, essas candidatas tivessem prometido leis que tornassem a homofobia cotidiana crime, permitindo, assim, que homossexuais expressassem carinho em público; se elas tivessem prometido assegurar o casamento civil entre pessoas de mesmo sexo; será que, ainda assim, elas seriam eleitas? Duvido!

Precisamos escapar dessas derrotas. Mas, antes, escapar da homofobia, da qual não temos consciência, mas, que nos impede de construirmos representantes políticos com a cara da diversidade da nossa democracia.

Jean Wyllys é jornalista, escritor, mestre em Literatura e professor da ESPM. Artigo publicado no Jornal da Tarde de 2/4/2010

 

8ª Edição do Copadellas acontece no final de maio e início de junho.

O Torneio de Futsal Feminino de Lésbicas já é uma tradição na cidade de São Paulo e esse ano vem com toda força para continuar a dar visibilidade ao esporte LGBT.

Mais informações serão publicadas nesse site.

Nota de Repúdio ao incentivo à homofobia na USP

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), entidade que congrega 237 organizações em todo o Brasil, e que tem como missão a defesa e promoção da cidadania das pessoas LGBT, vem a público REPUDIAR de forma veemente a homofobia pregada pelo jornal dos/das acadêmicos/as da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), “O Parasita”, que ofereceu um convite VIP para uma “festa brega” às pessoas que jogassem fezes em um gay (matéria abaixo).

A ABGLT pede ao Ministério Público, à administração da USP e às autoridades competentes, que tomem as devidas providências para apurar o caso e identificar os/as responsáveis, os/as quais deverão ser punidos/as exemplarmente.

Tendo em vista que este é o segundo caso noticiado de agressão homofóbica em menos de dois anos ocorrido na USP, entendemos também que cabe à administração da instituição tomar medidas corretivas práticas no sentido de promover a sensibilização do corpo docente e discente, funcionários/as em relação ao respeito à diversidade humana, inclusive o respeito a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, conforme deliberado na Conferência Nacional de Educação e na Conferencia Nacional  LGBT.

O episódio serve de exemplo para demonstrar que a falta de uma lei federal que criminalize a homofobia gera a violência vivenciada diariamente pela comunidade LGBT. Em vez de terem seus direitos protegidos, as pessoas LGBT são vítimas da impunidade. Basta considerar o que teriam sido as consequências se o objeto da matéria do “Parasita” tivessem sido os negros, por exemplo. Neste caso, as disposições punitivas da lei já estariam sendo cumpridas.

A ABGLT espera que parlamentares federais comprometidos/as com a paz, com a democracia, com o respeito à diversidade humana e à dignidade das pessoas, façam a sua parte, aprovando o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 122/2006 que, entre outras formas de discriminação, pune a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

Estes são motivos pelos quais a ABGLT está promovendo a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia, que terá sua concentração a partir das 9 horas do dia 19 de maio de 2010, na Esplanada dos Ministérios em Brasília – DF, com a presença de militantes LGBT e aliados/as vindos/as em caravana de todas as 27 unidades de federação.

Pelo respeito à dignidade das pessoas

Pela aprovação do PLC 122/2006

Pela garantia do Estado Laico

Pelo fim do fundamentalismo religioso

Diretoria da ABGLT, 22 de abril de 2010

www.abglt.org.br

Texto extraído de “O Parasita” de abril e maio deste ano:

“Lançe-merdas e Brega será na Faixa – Ultimamente nossa gloriosa faculdade vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis. Ano passado, tivemos o famoso episódio em que 2 viadinhos trocaram beijos em uma festa no porão de med. Como se já não bastasse, um deles trajava uma camiseta da Atlética. Porra, manchar o nome de uma instituição da nossa faculdade em teritório dos medicus não pode ser tolerado. Na última festa dos bixos, os mesmos viadinhos citados acima, aprontaram uma pior ainda. Os seres se trancaram em uma cabine do banheiro, enquanto se ouviam dizeres do tipo “Aí, tira a mão daí.” Se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA. Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos. Joãozinho Zé-Ruela”

Um jornal dos alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP causou repúdio no meio estudantil e acadêmico ao realizar uma promoção polêmica. “O Parasita” oferece um convite a uma “festa brega” aos estudantes do curso que, em troca, jogarem fezes em um gay.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo teve conhecimento do texto (leia-o na íntegra abaixo) e informou nesta sexta-feira (23) à noite que irá denunciar o periódico semestral por homofobia à Comissão Processante Especial da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo.

Além disso, a Coordenadoria de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual afirmou que irá registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil contra o jornal por crime de injúria e incitação à violência.

O texto abaixo foi extraído de “O Parasita” de abril e maio deste ano. O periódico de seis páginas exibe na sua página 2 um discurso contra dois gays que se beijaram numa festa da Faculdade de Medicina no ano passado.

“Lançe-merdas e Brega será na Faixa – Ultimamente nossa gloriosa faculdade vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis. Ano passado, tivemos o famoso episódio em que 2 viadinhos trocaram beijos em uma festa no porão de med. Como se já não bastasse, um deles trajava uma camiseta da Atlética. Porra, manchar o nome de uma instituição da nossa faculdade em teritório dos medicus não pode ser tolerado. Na última festa dos bixos, os mesmos viadinhos citados acima, aprontaram uma pior ainda. Os seres se trancaram em uma cabine do banheiro, enquanto se ouviam dizeres do tipo “Aí, tira a mão daí.” Se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA. Para retornar a ordem na nossa querida Farmácia, O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos. Joãozinho Zé-Ruela”

Outro lado
Jornal O Parasita capa Jornal O Parasita capa (Foto: Reprodução)

O autor do texto acima, “Joãozinho Zé-Ruela”, aparece como editor de eventos. O G1 não conseguiu localizar os responsáveis pelo jornal para comentar o assunto. Nove nomes aparecem no expediente de “O Parasita”. A reportagem também ligou para um dos colaboradores, deixou recado, mas até a publicação da matéria não havia recebido retorno.

Estudantes da faculdade ouvidos pelo G1 confirmaram que a publicação é feita por alunos da Farmácia. Entretanto, segundo eles, o jornal não é ligado a nenhuma entidade estudantil oficial. O texto chegou ao conhecimento de alunos de outras faculdades da USP nesta sexta pela internet. Muitos criticavam o conteúdo e a incitação homofóbica. Segundo um dos alunos de ciências farmacêuticas, “Muitas [pessoas reagem] com raiva, outras com descaso e algumas acham um jornal ‘legal’.”

Homofobia
De acordo com a defensora Maíra Diniz, coordenadora do núcleo de combate à discriminação, racismo e preconceito, “O Parasita” infringiu a Lei Estadual 10.948 que trata do combate à homofobia.

“É uma coisa horrível. Eu fui surpreendida de ver que estudantes de farmácia, que têm obrigação de esclarecer o público, pensam dessa maneira. Não é só uma mera opinião, isso configura homofobia”, afirmou a defensora Maíra na tarde desta sexta. “Vamos apurar quem é o responsável pelo jornal, inclusive oficiando a faculdade. Vamos oferecer denúncia na comissão processante com base na lei estadual de homofobia.”

O G1 também tentou entrar em contato com o centro acadêmico de Farmácia da USP, mas não localizou ninguém.

Segundo Maíra, os responsáveis pelo jornal serão julgados por uma comissão, que irá apurar se eles cometeram homofobia. “Homofobia não é crime, por isso é apurado por essa comissão. É um processo administrativo que pode render uma advertência ou uma multa mínima, no valor de R$ 15 mil, se os acusados forem considerados culpados”, disse a defensora. O valor é destinado para fundos de políticas para diversidade sexual.

Caso de polícia
O advogado Dimitri Sales, coordenador para Políticas de Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, afirmou nesta sexta que irá levar o caso até à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), onde pretende registrar queixa contra o jornal.

“A homofobia é a aversão e ódio às pessoas que têm orientação sexual diversa da heterossexual, mas no caso deste jornal, se enquadra também na injúria. É lamentável que alunos de uma instituição, como esta da USP, colocam isso. Essa postura desse jornal é repudiada de forma veemente. Tem de ser praticada uma pena dura. Eles desconsideram duas coisas. A primeira é que reafirmam a postura da discriminação contra o casal que se beijou na festa da medicina veterinária. Ou seja, legitima algo que já foi repudiado antes. A segunda é mandar estudantes agredir gays. Essas coisas agora vão virar crimes de injúria e incitação à violência”, afirmou o coordenador Dimitri Sales.

Ainda, segundo Dimitri, se a citada “festa brega” realmente tiver uma data para ocorrer, a coordenadoria fará o possível para que ela seja cancelada. “Ainda não sei se essa festa é uma piada ou se realmente ocorrerá. Mas se ocorrer, vamos tomar alguma medida jurídica para impedir a realização dessa festa porque ela estaria se baseando num conceito homofóbico”, disse.

Reprimir
O G1 procurou a Universidade de São Paulo para comentar o assunto. A assessoria da USP informou que somente a diretoria de farmácia poderia comentar o assunto.

Procurada, a faculdade informou: “A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) não tem conhecimento nem apóia essa publicação, inclusive desconhece os seus autores. A Faculdade tomará as medidas jurídicas cabíveis para reprimir este tipo de publicação”, em nota enviada por e-mail por sua assessoria de imprensa

 

Notícia veiculada em 30 de junho de 2009

Celia Marcondes quer fechar o clube ALoca e colocar patrulhamento na Frei Caneca para livrar a rua dos gays

Após a apresentação na Câmara Municipal de São Paulo de um projeto para declarar a Rua Frei Caneca como rua gay de São Paulo, o Clube A Lôca, foi atacado pela Samorccm, associação dos moradores de Cerqueira Cesar, com o desarquivamento de um inquérito civil por “poluição sonora” na Promotoria do Ministério Público. Este processo já tinha sido arquivado em 2005 por falta de mérito.

Um abaixo-assinado (http://www.aloca.com.br/abaixoassinado/) para fechar A Lôca foi feito pela associação e virou caso de polícia. Um boletim de ocorrência policial foi registrado por causa de uso indevido de nomes de comerciantes da região. O abaixo-assinado tem apenas 250 assinaturas, como pode-se verificar no B.O, e não 3 mil como a Samorcc divulga.

A tal associação se esqueceu, ou desconhece, que o citado clube é ícone da noite paulistana, com 14 anos de existência e famoso por reunir público de todas as vertentes sociais e sexuais. A região onde a casa fica situada é conhecida como baixo Augusta e um importante reduto da cultura GLS da cidade de São Paulo.

O entorno d’A Lôca é referência mundial sobre lugares onde a comunidade gay é bem recebida. Isso precisa ser mantido. A casa é um patrimônio cultural da cidade e até o jornal norte-americano “The New York Times” fez recentemente uma reportagem sobre a boate.

O abaixo-assinado promovido pelo clube A Lôca já conta com o apoio de políticos, artistas, estilistas e até chefes de gabinete da prefeitura. O mesmo foi protocolado com seis mil assinaturas no Ministério Publico em apenas uma semana. Outra quantidade significativa de assinaturas aguardam para serem protocoladas em uma petição via internet.

A entidade que deseja fechar A Lôca já promoveu perseguição contra outros clubes da região. Foram alvos de ação da Samorcc: Sogo, Ultralounge (que fechou), Atari Club(fechado), Sauna 269, a Ong GLS Casarão Brasil (teve a sua obra embargada).

A presidenta da associação, Célia Marcondes, manda os gays passearem em outro canto do bairro. Para isso ela alega que na Frei Caneca tem igreja, padre e famílias. Além de fechar o clube, a Samorcc deseja a instauração de inspetores de quarteirão para cuidar da “ordem e bons costumes”.

Isso é homofobia, isso é preconceito. Para atos desse tipo existe até uma lei estadual que protege os gays em São Paulo. A lei 10.948/01 que pune com multas as atitudes discriminatórias.

E ainda assim, as ações da entidade não param por aí. Foi com surpresa que A Lôca recebeu a notícia de que pessoas ligadas a casa estariam intimidando moradores da Rua Frei Caneca por causa do abaixo-assinado feito pela Samorcc.

Declararam ao jornal Folha de São Paulo que um dos donos ameaça as pessoas com um cachorro da raça pit bull, o que é comprovadamente uma mentira. O dono em questão tem sim um cachorro, mas da raça lhasa apso. Animal de estimação para ser criado em um apartamento. A intenção é desmoralizar o clube e os seus freqüentadores frente à opinião pública.

Juntos, podemos derrotar o preconceito e a exclusão social. Assine agora o abaixo-assinado virtual e não deixe que fechem o clube. Hoje é A Lôca, amanhã podem ser outras boates a serem fechadas.

 

Ministro gay da Alemanha será patrono do Gay Games 2010

Ministro alemão das Relações Exteriores firma compromisso com evento de esporte gay

Guido Westerwelle, ministro das Relações Exteriores da Alemanha e gay assumido, será o patrono oficial do Gay Games 2010. O anúncio foi feito nesta quinta, 25, pelos organizadores da competição. O evento esportivo para atletas LGBT será realizado entre 31 de julho e 07 de agosto em Cologne, Alemanha.

“Estamos muito satisfeitos por termos encontrado um defensor tão proeminente. Com esse comprometimento, Guido Westerwelle envia um importante sinal por mais tolerância e aceitação de gays e lésbicas em nossa sociedade”, disse Annette Wachter, executiva do Gay Games.

O evento, realizado a cada 4 anos, deve contar com a participação de 12 mil pessoas entre atletas e artistas. Quarenta e cinco mil espectadores são esperados na cerimônia de abertura.

Fonte: Mix Brasil

Jogos LGBT começam sábado em São Paulo com muito fervo1ª Uniliga ganhou abertura oficial e começa com objetivo de integrar o povo LGBT

Começa no próximo sábado, 27, em São Paulo, a partir das 12h30, a 1ª Uniliga, um campeonato de voleibol e futebol de salão só com times da diversidade promovido pelo Comitê Desportivo GLBT Brasileiro (CDG). O evento foi aberto oficialmente na noite da última quinta-feira, 25, no Casarão Brasil, com a leitura da súmula da competição seguida de um coquetel. O principal objetivo dos jogos é promover uma integração maior da comunidade LGBT e dar visibilidade à diversidade sexual.

A súmula define que o futsal feminino vai ser disputado em jogos com 20 minutos para cada tempo, com um intervalo de 10 minutos. Eles rolam no Clube Escola Tatuapé. Já o voleibol masculino e travesti vai ter seus jogos realizados no Parque Esportivo dos Trabalhadores. Serão três sets, os dois primeiros de 25 pontos e o terceiro de 15. Na etapa final, o jogo fica mais exigente e tem cinco sets, quatro de 25 pontos e o final com 15 pontos.

Todas as equipes ganham certificado de participação. As vencedoras serão premiadas da seguinte maneira: os três primeiros colocados em cada modalidade ganham um troféu cada e medalhas individuais para os atletas. Jogadores e jogador@s do vôlei serão agraciados também nas categorias de melhor atacante, defesa, saque, bloqueio e levantador. Os meninos do vôlei vão ganhar também brindes da grife de underwear Aussiebum, apoiadora do evento.

No futsal feminino, vai ter prêmio para a artilheira e ainda para a goleira que levar menos gols. Parte mais divertida, a competição vai ter também categorias de premiação bem inusitadas, como os jogadores mais fervidos e os mais bonitos. Para a grande final nas duas modalidades, no dia 1º de maio, deve rolar também shows de drags, música e muito fervo.

Clube Escola Tatuapé: Rua Monte Serrat, 230 – Tatuapé
Parque Esportivo dos Trabalhadores: Rua Canuto de Abreu, s/nº – Aricanduva


Big Brother revelou homofobia enrustida de héteros e homossexuais

Nunca foi essa a intenção de Boninho, que acredita dirigir apenas um programa de entretenimento, mas se o Big Brother Brasil teve um grande mérito, e teve, foi o de jogar luz sobre o tema da homofobia e revelar os preconceitos tanto de hetero quanto de homossexuais.

Nesses quase três meses de duração, recebemos aqui no site A Capa todo tipo de mensagem sobre o programa, das mais exaltadas e ofensivas às mais lúdicas e inteligentes, passando pelas engraçadas ou menos risíveis. Tudo isso resultado de sua fórmula de sucesso e seu caráter midiático catártico.

Big Brother mexe com humores, alimenta paixões, ainda dá boa audiência e desperta interesse da mídia justamente por isso. O que acontece dentro da casa mais vigiada do Brasil vira notícia nos mais variados meios de comunicação.

Não à toa publicações sérias e de grande repercussão voltaram suas atenções para o programa e deram destaque em suas páginas, impressas ou virtuais, ao tema da homofobia. “R7″, “Folha de S. Paulo” e “O Globo” foram alguns dos veículos que deram algum tipo de informação relacionada a isso.

O problema, no entanto, foi a qualidade do debate em torno da homofobia no programa. Primeiro que homofobia é um termo que ganhou força recentemente, pra não dizer nesta última década.  Segundo. Há mais de 20 anos o Grupo Gay da Bahia faz um relatório das mortes de homossexuais que viram notícias em jornais e na internet. E ninguém parece se importar muito com isso. Nem autoridades, nem militância, nem a fluída “comunidade LGBT”.

O levantamento do GGB não é dos mais precisos, mas por ora é o único que existe. Há iniciativas em alguns governos municipais e estaduais em “mapear” a homofobia, que vai muito além de um crime de ódio.  A homofobia se dá quando um gay é xingado ou espancado na rua, por exemplo.

Um filho é expulso de casa. Um gay ou uma travesti não conseguem frequentar a escola por conta das chacotas. São situações e comportamentos homofóbicos. E a homofobia é um problema que atinge homos e heterossexuais. Dourado, por exemplo, disse no programa que, quando criança, cursava aulas de balé. “Estudante de escola estadual e cursando balé, não teve jeito”, declarou.

Por conta das gracinhas e piadas que ouviu o gaúcho passou a lutar, atividade considerada masculina. Ou seja, um rapaz supostamente heterossexual sofreu na pele aquilo que qualquer criança mais afeminada em qualquer escola deste país sofre ainda hoje. O que ele faz? Procura o extremo oposto e ataca para não ser atacado, zoa para não ser zoado e bate para não apanhar.

Os garotinhos afeminados e homossexuais de hoje talvez não tenham “a sorte” de serem “machos” como o Dourado, mas pode ser que muitos desenvolvam, como ele, uma coisa muito nociva: a homofobia internalizada. Em suas zonas de conforto rechaçam o feminino que há em dentro deles e vê espelhado no outro. Isso explica o porquê de muitos comentários recebidos por aqui serem ofensas dirigidas a Dimmy Kieer e Serginho.

Se Serginho é “fútil e deslumbrado” e Dicesar era “pouco  inteligente e fofoqueiro” isso pouco tem a ver com suas sexualidades. Há heterossexuais com as mesmas características, inclusive havia heterossexuais na casa que eram exatamente assim. No entanto, em um bololo tirado sabe-se lá de onde, isso serviu de motivo para que muitos gays, leitores deste site, criticasse os brothers coloridos desta edição. Dizendo não se sentirem representados por eles.

Mas quem falou em representação? A única obrigação dos participantes do reality era representarem a si mesmos, quando muito, um papel dentro do jogo. Aí o público se identifica ou não. Um exemplo é que nenhuma twitteira alegou ser ou não ser  (mal) representada por Tessália, um negro por Uilliam ou uma doutora por Elenita. Alguns homossexuais reclamaram de seus “representantes”.

Curioso. Quando um gay aparece em evidência na mídia ele logo vira um representante. Héteros ou homos não enxergam ali um profissional ou uma pessoa  e sim um gay. Ponto. Isso se dá porque desde pequeno somos ensinados que homem tem que gostar de mulher, o menino de azul e a menina de rosa e que são paulinos são “bambis”.

Qualquer coisa que fuja desta “normalidade” é tachada de diferente, exótico e desperta tanta reações adversas. Isso tem um nome: chama-se heteronormatividade. Os espaços sócio-midiáticos são ocupados por uma esmagadora maioria hétero. É surgir um gay que essa maioria sente-se ameaçada.

Todos os holofotes voltam-se pra bicha. Um exemplo disso são as novelas e a repercussão dos personagens gays. No próprio Big Brother, os homossexuais deveriam ser só mais um entre os participantes. Não são.

Mas voltando a vaca fria. Há muito mais a se debater sobre a homofobia de Dourado, seu “orgulho hétero”,  ou sua infeliz declaração de que homens héteros não pegam Aids transando com mulher. Foi a partir daí que pelo menos para boa parte do público ele perdeu um pouco de seu brilho.

De novo, alguns caíram matando em cima do rapaz. Como prova do caráter midiático do BBB Dourado virou um mártir da luta contra a Aids. Como se todos estivessem usando camisinha, ninguém fizesse bareback e a epidemia estivesse quase a zero, né?

Não bastasse isso, a notícia de que um take do pênis do rapaz foi exibida foi campeã de acessos na semana em que foi repoduzida, com quase a totalidade dos comentários querendo, exigindo, ver a neca do Dourado. Um rapaz chegou até a afirmar que isso independia de qualquer homofobia ou declaração digna de ser punida porque “pau tem vida própria”.

Algumas semanas depois quando ele foi incluído em uma galeria de vídeos com outros brother tomando banho, fomos criticados por alguns “menos afoitos”, deigamos. Enfim, vá entender. Como dizer que a sociedade é homofóbica se gays fazem parte desta sociedade e, a exemplo de ignorarem ahomofobia, não se importam com ela. Como cobrar de outros algo que nem nós fazemos?

Patinador gay usa Lady Gaga como trilha sonora e causa polêmica

Após o patinador Johnny Weir utilizar a música “Poker Face” da Lady Gaga como trilha sonora, ele foi alvo de comentários preconceituosos por parte de apresentadores dos jogos de inverno de dois canais franceses. As duas emissoras agora enfrentam uma chuva de críticas contrárias aos comentários desferidos pelos  narradores.

O comentarista do canal RDS disse que Weir “mancha” a imagem dos patinadores. Em outro canal, também francês, o narrador declarou que o desportista deveria fazer um teste de sexualidade. Ambos os comentários foram considerados homofóbicos pelas Ongs que defendem os direitos LGBT.

Johnny Weir começou a atrair a atenção do público não apenas pela sua competência enquanto patinador, mas também pelo seu estilo na hora da apresentação. Além de utilizar músicas fora do padrão de seus concorrentes, como ”Poker face”, o moço se maquia e bate cabelo em cima do gelo. Para muita gente o comportamento dele é  “alternativo”.

Veja o vídeo da apresentação no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=NnUMOrd_ANI

Patinador gay rebate declarações homofóbicas

As declarações dos apresentadores franceses sobre a performance do patinador Jonnhy Weir tem dado o que falar. Em coletiva a imprensa, um dos apresentadores voltou a provocar e disse que o patinador  “tenta ser mais feminino no gelo”. O narrador também afirmou que Johnny tem o direito de “ser quem ele quiser, mas isso é muito chato, por que agora todos pensam que os meninos patinadores são como ele”.

O patinador rebateu os comentários em uma coletiva. Johnny afirmou que os comentaristas não criticaram a sua forma de patinar e sim a sua “pessoa”. Ele revelou que ficou “irritado ao ter conhecimento dos comentários” e disse que apenas deseja liberdade para as pessoas. “Espero que as crianças que vão crescer como eu possam sentir a liberdade que eu tive para ser eu mesmo. Isso é o mais importante”, declarou Weir.

Em seguida Johnny contou que sempre foi visto como “o menino extravagante que usava uma coroa de rosas”. Para ele a masculinidade “é o que queremos fazer”. O jovem esportista revelou também ter uma percepção “particular” a respeito da masculinidade. “Eu descobri que a masculinidade e a feminilidade são conceitos ultrapassados. Há uma nova geração de pessoas que não se definem por seu gênero ou sua raça”.

Médicos explicam a relação de Dourado com os gays no BBB‏

publicado em 26/02/2010 às 06h02: Médicos explicam a relação de Dourado com
os gays no BBB

Parte do público considera o gaúcho homofóbico; psiquiatras falam desse
comportamento
Camila Neumam, do R7

Algumas atitudes do BBB Marcelo Dourado fizeram o assunto homofobia voltar à
tona em todo o país. Em uma delas, o gaúcho musculoso retirou-se da mesa de
jantar após ouvir um papo entre os brothers Lia e Serginho sobre uma balada
gay. Ele se disse “enojado” e falou que “perdeu o apetite”. Num outro
comentário desavisado, disse que heterossexuais têm menos chance de contrair
o vírus da Aids.

As opiniões não somente revoltaram Serginho, Dicesar e Angélica, os gays da
casa, como parte da opinião pública. O ex-BBB Jean Willys, por exemplo,
chamou Dourado de “misógino, machista e homofóbico” em seu twitter. Até o
cantor britânico Boy George, um dos ícones da cena musical gay, bradou aos
brasileiros para votarem pela saída de um “egocêntrico que odeia gays” pela
mesma rede social.

*Cultura e preconceito*

Para o diretor de arte Zeca Bral, de 26 anos, também gay, a vitória de
Dourado sobre Angélica no último paredão do BBB foi determinante para
desistir de assistir ao programa.

- Eu acho que ele [Dourado] é homofóbico, sim, porque ser homofóbico é não
aceitar a sexualidade gay alheia. A partir do episódio da mesa, ele mostra
essa atitude. E depois da votação estrondosa da população em alguém que não
manifesta tolerância, eu fiquei assustado e preferi não assistir mais ao
programa que provou ter uma audiência desqualificada.

Considerando a opinião do psiquiatra e coordenador do Ambulatório de
Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das
Clínicas, Alexandre Saadeh, a homofobia é a dificuldade de lidar com pessoas
muito diferentes de si, ou seja, com orientação sexual diferente da sua. Sem
superlativizar o gesto de Dourado, o psiquiatra descarta a atitude como
passível de ser violenta, mesmo criminosa. “É uma questão de preconceito, de
valorização cultural”, afirma.

*Homofobia é doença?*
O *R7* tentou ir mais longe e questionou: A homofobia pode ser considerada
uma doença?

Tanto Saadeh, quanto a psicanalista e socióloga Nilda Jock, também
consultada pelo *R7*, afirmaram que não.

- A homofobia tem uma questão cultural muito forte. Eu acho que a tese mais
comum que se levanta a respeito é que na verdade os homofóbicos são as
pessoas que mais temem se confrontar com a própria homossexualidade, afirma
Nilda Jock.

Neste ponto polêmico, a psicanalista remete à fase anal da infância, quando
a criança, entre os dois e os três anos, costuma reter as fezes para depois
expulsá-las. É comprovado cientificamente que o ato se trata de um prazer
sexual. “A criança percebe um prazer nesse jogo, que é reconhecido como
marcante e vigente na vida do adolescente e dos adultos. Tendo consciência
deste prazer, parte dos homens preferem ignorá-la por puro preconceito”

,
explica Jock.

Há, entretanto, um paradoxo nesta relação de prazer que pode ser
determinante para o nascimento da homofobia. Na maioria das sociedades ela
não é mais valorizada do que o sexo entre um homem e uma mulher para fins
reprodutivos. Seja na escola, na igreja ou dentro de casa, a maioria dos
cidadãos comuns aprende que o homem e a mulher têm papéis determinantes na
sociedade, entre os quais a procriação. Portanto, o sexo sem esse fim deve
ser desqualificado, explica Jock.

*Caso de remédio e polícia*

A partir do momento que essa crença ultrapassa o senso comum e se torna uma
caça às bruxas, temos um problema ainda maior. Além da intolerância, pode
haver (aí sim) uma patologia, afirma o psiquiatra Alexandre Saadeh.

- Se houver outro sintoma como uma agressividade repentina ou alteração de
personalidade, mais do que o ódio homofóbico, pode se tratar de uma pessoa
com transtorno de personalidade, mesmo bipolar.

Nestes casos, somente neles, o psiquiatra recomenda um tratamento com
remédios. Para os intolerantes, de acordo com os psiquiatras, vale mesmo
tentar entender a origem de sua abordagem mesmo que pela psicanálise.

- Tem que pensar porque esse comportamento [homossexual] incomoda tanto? Não
existem linhas delimitadas que a gente poderia dizer que são de homens e de
mulheres. A verdade é que a homossexualidade atravessa os limites entre
homem e mulher. Nenhuma identidade sexual é automática, trata-se de uma
construção complexa, afirma Nilda Jock.

1ª ESCOLA DE SAMBA LGBT A DESFILAR COMO CONVIDADA NO CARVANAL PAULISTA 2010 PELA UESP – ESCOLA DE SAMBA MONALISA PAULISTANA

A Monalisa Paulistana foi fundada em outubro de 2008 e se prepara para fazer seu 1º desfile no carnaval 2010. De acordo com as regras determinadas pela UESP (União das Escolas de Samba de São Paulo) que é o órgão competente pela organização do carnaval de São Paulo, no qual a Monalisa Paulistana é filiada, a escola tem que conquistar uma classificação anual para subir na escala de grupos até o Grupo Especial:
Grupo 4
Grupo 3
Grupo 2
Grupo 1
Grupo de Acesso
Grupo Especial

Sobre a Monalisa Paulistana

O principal objetivo da Monalisa Paulistana é lutar contra qualquer tipo de preconceito e descriminação de todas as classes sociais, culturais e ou raciais.

Próxima apresentação da bateria: madruga de sexta para sábado dia 13 de fevereiro – The L Club (Clique e saiba mais), às 02h00 na Rua Luiz Murat, 370.
Desfile: 14/02/10
Local: Passarela Alvinópolis/ Vila Esperança (ao lado do metrô Vila Matilde)
Horário: 20h00
Entrega de Fantasias: Existem 50 fantasias  disponíveis (gratuitas) para os (as) interessados (as) em desfilar. As fantasias serão distribuídas na Nostro Mondo no dia 13/02/10 das 17h00 às 20h00, Rua da Consolação, 2554 . Além disso há uma ala chamada “ala do orgulho gay” que será representada por Drags.

Informações: 11 3852-5637/ 9181-7992

Após humilhação, transexual consegue nome social em Bilhete Único
Por Marcelo Hailer 10/2/2010 – 13:08

A ativista Carla Machado nem sabia, mas na tarde de ontem se tornaria a primeira mulher transexual da cidade de São Paulo a retirar o Bilhete Único com o nome social. Isso baseando-se na lei municipal (decreto 51.181/2010) que garante tal direito. Também seria chamada de “senhora” pelos jovens atendentes do posto e na hora de tirar foto para a carteirinha escutaria um sonoro “Carla”, avisando que era sua vez…

Pra muita gente tal relato pode parecer coisa simples, mas para quem está acostumado a ser chamada de “homem” e “traveco”, mesmo com aparência e identidade feminina, a vitória acima dificilmente cairá no esquecimento, porém, antes disso…

“Seu nome é Alexandre”
Na segunda-feira (08/02) Carla foi retirar o seu bilhete único no posto localizado próximo ao metrô Marechal Deodoro. O que deveria ser um procedimento de 30 minutos, no máximo, virou um imbróglio de dois dias que culminou em abertura de processo contra o Estado.

Primeiramente Carla foi atendida por uma moça chamada Ana, “muito simpática”, diz. Carla explicou à atendente que há uma lei municipal que a  permite usar o nome social em documentos. A moça não questionou, mas quando levou o caso ao responsável pelo posto, o senhor José Lima, este disse que sob a sua gerência “isso não iria acontecer”.

Ao escutar a negativa, Machado tentou explicar ao supervisor do posto de atendimento que já havia passado por uma cirurgia de adequação genital e que tem um processo judicial em tramitação para a mudança do nome em seus documentos. Sem sucesso. Lima nem a deixou terminar de falar e começou a chamá-la de “senhor”.

“Seguinte meu senhor”, começou o gerente, “aqui não tem nada disso, seu nome é Alexandre”, em seguida avisou que o “seu problema pessoal você pode brigar com quem quiser, com a justiça, mas aqui é do jeito que eu quiser”.  Não houve acordo e o sujeito começou a gritar e chamá-la pelo nome de registro e dizer que, se ela insistisse iria processá-la por “falsidade ideológica”.

Carla ainda tentou explicar a respeito da lei municipal e de seu decreto, mas não houve acordo e as grosserias homofóbicas continuaram. “Que decreto nada, ninguém seria louco de assinar um negócio desses”.

“O corpo é de mulher, mas você é homem”

Carla resolveu voltar ao mesmo posto no dia seguinte, terça-feira (09/02), mas desta vez acompanhada de seu amigo Jack e com a reportagem do A Capa. Todos a paisana, como se fossem clientes em busca de informação. O relógio marcava 13h30 e Carla foi avisada de que o gerente estava em horário de almoço. Algum tempo depois chegaram Franco Reinaudo, coordenador da CADS (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual) e Gustavo Menezes, advogado da órgão.

Nesse momento Gustavo se identificou enquanto advogado de Carla e começou a explicar a situação ao atendente e que ele poderia ser enquadrado na lei estadual 10.948/01, que pune administrativamente atos homofóbico em São Paulo. O homem fez cara de poucos amigos e não se intimidou.

“Aqui eu vejo outra pessoa, o corpo pode ser de mulher, mas é homem”, disse o gerente. Pacientemente Gustavo explicou que Carla é mulher transexual, que havia passado pela cirurgia, falou sobre a lei e mostrou o decreto ao atendente. Não houve acordo. Menezes o informou de havia testemunhas de que ele se negara a dar entrada no Bilhete Único com o nome social e de que ele seria intimado a depor. Assim, todos se retiraram do local.

Por conta do posto de Bilhete único estar sob a gerência do Metrô, Franco Reinaudo não pode intervir enquanto autoridade municipal e fazer com que o processo da retirada do bilhete fosse iniciado. A história não ficaria por ali. O advogado e a reportagem acompanharam Carla até outro posto. O endereço era no Shopping Light, no centro de São Paulo.

Vinte dias
Com o decreto em mãos, chegamos ao posto do Bilhete Único localizado no Viaduto do Chá, dentro do Shopping Light por volta das 15h. O movimento era mais constante do que o endereço anterior. Carla pegou uma senha e aguardou ser chamada. Trinta minutos depois chamaram pelo seu número.

Carla explicou ao jovem atendente o que estava buscando. Muito simpático, o rapaz avisou que iria ligar para a central e se informar a respeito do decreto e de que maneira deveria prosseguir. Cinco minutos mais tarde o jovem retornou e avisou que estava autorizado a fazer o Bilhete Único com o nome social de Carla. Porém, o funcionário avisou que não tinha o formulário necessário. Feliz, Gustavo avisou que o tinha em seu pen drive.

Documentos impressos e assinados. Carla tirou foto para o documento e foi avisada de que em “vinte dias” o Bilhete Único estará pronto. Ao receber tal informação Carla não se conteve e afirmou que de agora em diante não vai mais usar o RG, apenas o Bilhete. À reportagem, o atendente disse que a direção avisou que irão substituir todo o sistema e adequá-lo a nova lei e que há uma demanda grande de travestis e transexuais com questão idêntica a de Carla.

Mesmo vitoriosa Carla decidiu que ia abrir processo contra a administração do Metrô. Às 19h o processo já estava aberto, na Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

À reportagem do A Capa Carla disse que está se “sentindo vitoriosa” e que nunca tinha se dado conta de um decreto “fora do papel”. Sobre o documento em si, ela revela que em seus “37 anos de vida nunca poderia imaginar que teria um documento com a minha foto dizendo que eu sou Carla, pois a justiça me nega isso há anos”.

A trans, no entanto, não esquece a humilhação sofrida. “A cara de nojo daquele homem, representa para mim o mesmo nojo que o Estado sente por pessoas como eu”, desabafou. Para ela tal situação é o Estado a humilhando desde que nasceu. “Aquele cara representa o Estado que me humilha”.

A história se encerrou na Decradi, quando Carla Machado abriu o processo. Se Carla é a primeira mulher trans da cidade de São Paulo a retirar o Bilhete Único com o nome social, com certeza não será a última a processar o Estado por homofobia e discriminação.

Fonte: A Capa



Abertas as inscrições para a UNILIGA 2010

O CDG Brasil abriu oficialmente as inscrições para a UNILIGA 2010.

O evento será a primeira liga desportiva organizada no Brasil e nesta primeira edição com duração de março à maio deste ano pretende reunir oito equipes de voleibol masculino e oito equipes de futebol de salão feminino em partidas disputadas aos sábados, na cidade de São Paulo.

Os ginásios ainda não estão definidos, mas o que tudo indica é que o evento deverá ocorrer no CLube da Cidade Tatuapé, na Vila Carrão, no PET 9antigo Ceret) no Jd. Anália Franco ou no Clube Escola Ibirapuera.

O evento conta também com o apoio da Secretaria de Esportes da Cidade de São Paulo,

Já temos equipes inscritas, destaque para as equipes da Cidade de Santo André, a equipe de CUBA que disputou o ultimo torneio internacional de volei no brasil em 2009 e ficou com o quinto lugar e ainda faltam a confirmação de outras equipes que também representaram o Brasil no evento de 2009.

As equipes interessadas deverão enviar um e-mail para o Comitê Desportivo GLBT Brasileiro no endereço info@cdgbrasil.com solicitando a inscrição no evento.

Duvidas podem ser tiradas através do telefone: 4113-1394 , de segunda à sexta das 10:00 às 17:00 horas.

Programação da Semana da Visibilidade Trans em São Paulo

29 DE JANEIRO - DIA DA VISIBILIDADE TRANS

Comemorações por todo país marcam o dia Nacional da Visibilidade Trans
De 29 de janeiro a 05 de fevereiro de 2010

A comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, tem como objetivo
chamar a atenção da sociedade para a importância do respeito à diversidade
sexual, tendo como prioridade o Movimento Trans, que representa as
travestis, as transexuais e as trangêneros.

A semana da Visibilidade Trans foi instituída no ano de 2004 pelo Congresso
Nacional, através do Ministério da Saúde, que lançou a campanha "Travesti e
Respeito" comemorada sempre no dia 29 de janeiro. A idéia é de sensibilizar
educadores e profissionais de saúde do Brasil e trabalhar também a
auto-estima das pessoas trans.

Unidos pela mesma causa estão o Casarão Brasil – Associação GLS, Centro de
Referência da Diversidade – CRD, Coordenadoria de Assuntos de Diversidade
Sexual – CADS, Associação da Parada do Orgulho de São Paulo – APOGLBT e
Associação Brasileira dos Artistas Plásticos de Colagem – ABAPC.

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DA VISIBILIDADE TRANS

Atividades no decorrer dos dias 29/01/2010 a 05/02/2010

29/01/2010 às 19h - CASARÃO BRASIL

Abertura do evento com a Exposição de Artes Multimídias Sobre Travestis e
Transexuais no Brasil. Show Performático com a Marcela Volpe homenageando o
ícone Dalidá.

01/02/2010 às 19h - CENTRO DE REFERÊNCIA DA DIVERSIDADE

Exibição dos filmes "O T da questão" - Trabalho de Conclusão de curso dos
alunos da Universidade Sant'Anna. Direção: Mário Ferreira Marques; Produção:
Edilene Cardoso de Azevedo, Karine Micheline;
Edição: Gisele Anchieta - O filme relata histórias de várias trans e seus
pontos de vista perante a sociedade e a própria vida. A equipe participou
efetivamente das reuniões do Terças Trans e as pessoas que participam do
filme são as particpantes do Terças.

02/02/2010 às 19h - CENTRO DE REFERÊNCIA DA DIVERSIDADE

Terças Trans Especial – Os caminhos da Cidadania de Travestis e Transexuais
de SP – Resolução 208/2009 CREMESP / Decreto n.º 51.180 - Com a presença da
equipe do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais e do
Dr. Gustavo Menezes.

03/02/2010 às 19h - CASARÃO BRASIL

Roda de conversa. Tema: Homens Trans com exibição de Filme Surpresa.
Espaço aberto aos homens trans para visibilidade e demandas. Na ocasião será
exibido um filme surpresa sobre o assunto.

04/02/2010 às 19h - CASARÃO BRASIL

Peça Teatral "Um Dia, Um Cisne" da diretora Tânia Granussi com os atores
formados no curso de teatro promovido pelo Centro de Referência da
Diversidade. A peça faz uma viagem pelo universo GLBT, seus preconceitos e
direitos. Traz para o público à realidade de ser diferente e foca a sua
narrativa na superação dos desafios e na

05/02/2010 às 19h - CENTRO DE REFERÊNCIA DA DIVERSIDADE

Encerramento com a exibição do filme "Meu amigo Cláudia" com direção de
Dácio Pinheiro. O longa percorre a vida de Claudia e revela a história de
transformação e superação da trans, contando sua vida desde quando era muito
pequena e ao mesmo tempo um pouco do início do movimento LGBT.

Locais:

Casarão Brasil
Rua Frei Caneca, 1057 - ao lado do Restaurante Saladex.
Tel. (11) 3171.3739

Centro de Referência da Diversidade
Rua Major Sertório 292 / 294 – esquina com Rego Freitas - próximo metro
Republica
Tel: (11) 3129-7764

Grupos gays discutem criminalização da homossexualidade em Conferência da Ilga

Por Marcelo Hailer

Aconteceu nesta terça-feira (26/01) o segundo dia da  Pré-Conferência Regional da ILGA-LAC, encontro realizado na cidade de Curitiba (PR) até o dia 31/01. Na ocasião foram debatidos temas como mídia, parada gay e as políticas LGBT dos governos ao redor da América Latina e Caribe.

Entre as mesas, aconteceu o I Fórum de Gays, HSH e Trans da América Latina e do Caribe. Foi apresentado o trabalho da Associação Pela Saúde Integral e Cidadania da América Latina e Caribe (ASICAL), fundada em 1997 em Lima, Peru. Fernando Muñoz Figueroa que, além de coordendor do ASICAL é ativista pelos direitos LGBT no Chile, foi um dos palestrantes.

Segundo Muñoz a ASICAL é uma entidade que trabalha em parceria com vários grupos da América Latina, “inclusive com ABGLT”. Sua missão é “identificar as principais dificuldades de avanço ao combate ao HIV na região latina e caribenha”.

Fundamentalismo religioso e perseguição a homossexuais

Um dos temas mais atuais debatido ontem foi o fundamentalismo religioso em países que ainda criminalizam a homossexualidade. George Liendo, do Peru discorreu a respeito da homofobia religiosa em seu país, que não difere muito da vivida no Brasil.

Segundo George os principais opositores a vida gay peruana são as instituições religiosas, “principalmente as católicas”. Liendo disse que a mais forte em seu país “é a Opus Dei”, setor reacionário da Igreja Católica. George esclareceu que a referida instituição se coloca nas “estruturas de poder, principalmente nas universidades e eles costumam trabalhar em silêncio”.

Assim como no Brasil eles têm parlamentares “e dois ministros que são Opus Dei”. Ainda sobre a influência política dos grupos fundamentalistas religiosos, George destacou o “Sodalício de La Vida Cristiana”. ”É a 2ª organização mais forte depois da Opus Dei, a sua principal missão é influenciar os governos”.

Após a apresentação de George Liendu do Peru, foi realizado um panorama a respeito dos piores países para a comunidade gay. A região apontada como a mais conservadora e perigosa é a America Central e Caribe, onde mais de 90% dos países criminalizam a homossexualidade com cadeia e pena de morte.

Nigel, ativista da Guiana revelou aos presentes que “era muito bom” estar em um encontro onde se debate a união civil e a criminalização da homofobia, pois, em seu país não existe esse debate. Segundo o ativista caribenho “todos os partidos políticos são conservadores. Enquanto vocês lutam pela união civil, nós lutamos para não sermos presos”, concluiu.

Beijaço do PNDH-3

São Paulo terá beijaço em defesa das diretrizes do Programa Nacional dos Direitos Humanos para os LGBT
por Redação MundoMais

Para defender as diretrizes traçadas para os homossexuais no Programa Nacional dos Direitos Humanos 3 (PNDH-3), vai acontecer o Beijaço pelos Direitos Humanos, marcado para o dia 07 de fevereiro, domingo, às 17h, no cruzamento da Av. Paulista com a Rua Augusta.

Trata-se de um ato público organizado pelas redes sociais da Internet, como o Twitter, Orkut e blogs. Um dos articuladores do movimento é o jornalista Augusto Platini. “Em defesa do PNDH3, os participantes do Beijaço querem, por meio de sua afetividade, vir a público expressar seu comprometimento e apoio à implementação destas políticas públicas, e ainda expressar seu repúdio ao ataque vazio e fanático do qual o plano está sendo vítima”, escreve Platini no seu blog.

Desde que foi apresentado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal, o PNDH-3 tem recebido várias críticas das forças conservadoras, moralistas e reacionárias que comandam o país. Quanto aos diretiotos dos LGBT a Igreja Católica e os protestantes engrossam o coro contrários aos direitos civis dos homossexuais.

Além da união civil dos homossexuais, o PNDH-3 pretende também desenvolver políticas afirmativas e de promoção de uma cultura de respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero, promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos, incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares dos LGBT, além de inclusão nos planos de saúde.

Divulgue e participe – Divulgue a manifestação e participe. Beijar é o de menos. O que importa é fazer coro e pressionar para que as diretrizes traçadas para os LGBT sejam colocadas em prática. Quem condena a realização das Paradas, alegando ser um “carnaval”, é hora de tirar a bunda da cadeira, parar de reclamar, de fazer carão e participar. Quem não beijar, bate palmas, dá pinta, faz um “strike a pose” de Vogue, da Madonna, grita… Enfim, se joga!

Ator Ian McKellen diz que é vergonhoso discriminar atletas por sua orientação sexual

O ator assumido Ian McKellen saiu em defesa dos atletas gays, que muitas vezes não se assumem, por serem discriminados. Para Ian, a homofobia no esporte está longe de terminar.

“Eu não acredito que o mundo e o esporte estejam mudando, o processo para alcançar isso é muito demorado”.

De acordo com o ator, “ser honesto sobre sua vida privada não muda o fato de um jogador de futebol ser fantástico. Eles [atletas gays] são admirados de várias maneiras, mas quando se assumem viram violetas indefesas, pois têm medo das vaias”.

Fonte: A Capa

Por apoiar causas LGBT, igreja chama Lula de Herodes

A Igreja Católica agora denomina o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de Herodes, em panfleto distribuído em São Paulo contra pontos dos quais discorda no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado em dezembro pelo governo.

Herodes, é segundo a Bíblia, ordenou a “matança dos inocentes”. Herodes ordena o extermínio de todas as crianças menores de dois anos em Belém, na Judéia, para não perder seu trono àquele anunciado como o recém-nascido rei dos judeus, Jesus Cristo. Para a igreja, o “novo Herodes” autorizará o mesmo extermínio anunciando-se a favor da descriminalização do aborto.

Segundo Dom José Benedito Simão, presidente da comissão e bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, a igreja não é contra o plano em sua totalidade, mas considera que quatro deles “agridem” os direitos humanos. Além da questão do aborto, são eles: união civil entre pessoas do mesmo sexo, direito de adoção por casais homoafetivos e a proibição da ostentação de símb

olos religiosos em estabelecimentos públicos da União.

A educação é essencial na luta contra a homofobia, diz diretor da Escola Jovem LGBT

Por Marcelo Hailer 11/1/2010 – 13:05

Deco Ribeiro é ativista do movimento gay de Campinas (SP) e fundador do Grupo E-Jovem, que atua na questão da diversidade sexual entre adolescentes. Um dos pontos fortes e inovador do grupo foi que fizeram da internet instrumento para agregar novos atores. Hoje a ONG é uma das mais importantes e já pode ser considerada uma rede.

Agora, Deco Ribeiro e sua trupe dão mais um passo.  No fim do ano passado foram selecionados pelo governo do Estado de São Paulo e pelo Ministério da Cultura, a partir do projeto Pontos de Cultura, e firmaram parceria onde foi fundada a Escola Jovem LGBT, que começa a funcionar em março deste ano.

Na entrevista a seguir Deco Ribeiro, que foi escolhido como diretor da Escola Jovem LGBT, conta que a ideia do projeto surgiu de uma conversa informal com a drag queen de Campinas e presidente do E-Jovem, Lohren Beauty. “Ela reclamava da falta de atenção aos jovens gays e de como seria bom se houvesse uma escola pra ensinar a ser drag”, conta Deco.

Na entrevista, o ativista também rebate a ideia de que não existe uma cultura gay, defendida por muitas pessoas. ”Cultura LGBT é a cultura que enfrenta não a cultura heterossexual, mas a cultura heteronormativa, isto é, a cultura que esmaga toda manifestação de diversidade sexual na sociedade”. Confira a seguir.

Existe uma cultura gay?
Sim. Cultura é a forma como um povo se expressa  e temos exemplos óbvios de expressão genuinamente LGBT nas Paradas ou nas drag queens. Saindo da obviedade, cultura LGBT é a cultura que enfrenta não a cultura heterossexual, mas a cultura heteronormativa, isto é, a cultura que esmaga toda manifestação de diversidade sexual na sociedade. É a heteronormatividade que censura beijos gays nas novelas, que proíbe as escolas tradicionais de abordar a homossexualidade de maneira positiva, que força os meninos a usarem azul e as meninas, rosa. Uma cultura fruto do machismo e da xenofobia, opressões que alimentam o sistema capitalista.

De que maneira a educação pode ajudar no combate a homofobia?
Se entendermos a educação como o principal modo de reprodução do sistema em que vivemos (capitalista, machista, homofóbico etc), fica claro que influir nesse processo é não só importante, mas essencial na luta contra a homofobia. Não adianta nada lutar contra o preconceito entre os adultos se a escola continuar, ano após ano, a criar novos homofobicozinhos…

Alunos da capital também podem participar? Como será o processo seletivo?
Podem, claro. Para esses alunos de fora de Campinas será oferecida uma bolsa no valor de 200 reais por mês, para que eles possam vir a Campinas estudar toda semana. As turmas de sábado estão sendo reservadas pra essa galerinha. O processo seletivo, se as inscrições ultrapassarem o número de vagas, ocorrerá dia 31/01, em Campinas, e constará de uma análise da ficha de inscrição e uma audição com os professores de cada curso.

Acredita que háverá alunos héteros matriculados?
Sim, nem que sejam amigos e amigas de LGBT.

Como surgiu a ideia do projeto?
Foi de um comentário da Lohren Beauty, drag de Campinas e presidente do E-Jovem. Ela reclamava da falta de atenção aos jovens gays e de como seria bom se houvesse uma escola pra ensinar a ser drag, por exemplo. Diante de um “E por que não?”, sentamos e viabilizamos o projeto.

As escolas deveriam tratar da questão LGBT em sala de aula? Por quê?
Sim. Porque ignorar essa questão é uma violência contra milhões de adolescentes e jovens LGBT que passam momentos de terror na escola, chegando a abandonar as aulas ou a viver uma mentira que seja aceita pela heteronormatividade. Eles só gostariam de ser felizes sendo o que são de verdade. E é dever da escola garantir isso.

Fonte: Site A Capa

Lula lança 3º Programa Nacional de Direitos Humanos que aborda o casamento gay

O presidente Lula lançou nesta segunda-feira (21/12), no Palácio do Itamaraty, em Brasília, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos que aborda, entre outros assuntos, a defesa de um projeto de lei que permita a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Além de apoiar o casamento gay, o programa prevê que os sistemas de informação pública passem a considerar como informação autodeclarações de gays, lésbicas, travestis e transexuais. Estes dois últimos podem ainda ter o direito de escolher seus nomes em documentos sem necessidade de decisão judicial.

No ano passado, durante a I Conferência Nacional LGBT, no qual participou da abertura, o presidente Lula afirmou “que seu governo é contrário a toda forma de preconceito”.

O 3º Programa Nacional de Direitos Humanos é coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e elaborado com o apoio de mais 30 ministérios.

Fonte: A Capa


Maioria dos internautas é contra projeto que criminaliza a homofobia

A maioria dos internautas que votou na enquete da Agência Senado e da Secretaria de Pesquisas e Opinião Pública (Sepop), no mês de novembro, se posicionou contra a aprovação do PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. Do total, 51,54% foram contrários à proposta e 48,46% a favor.

A enquete recebeu 465.326 votos, e foi a que mais mobilizou votantes desde que esse tipo de consulta foi criado. Até então, o que mais havia atraído internautas foi o questionamento a respeito do projeto que institui cotas raciais, que recebeu quase 360 mil votos.

A Agência Senado frisa que as enquetes pela internet não utilizam métodos científicos, apenas colocam os temas em debate. Entretanto, o DataSenado fez pesquisa, dessa vez científica, a respeito do tema e nesse caso, 70% dos entrevistados foram favoráveis ao projeto que criminaliza a homofobiaEntenda o assunto . Veja detalhes aqui.

No início do mês, a enquete enfrentou problemas técnicos, saiu do ar por alguns dias e retornou depois, com o aprimoramento do sistema de segurança. Houve a suspeita de burla ao sistema, já que em apenas três dias no ar (de 3 a 6 de dezembro), recebeu mais de 500 mil respostas.

Veja aqui o resultado de consultas anteriores.

Tramitação

Substitutivo ao PLC 122/06, relatado pela senadora Fátima Cleide (PT-RO), foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e tramita agora na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O texto prevê a punição com pena de um a três anos de prisão, pela discriminação contra pessoa idosa ou com deficiência e ainda em razão da orientação sexualEntenda o assunto .

Pelo texto do substitutivo, a lei que define e pune atos de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem (Lei 7.716, de 1989), passa a também tratar da discriminação contra pessoa idosa, com deficiência e por orientação sexual, sexo ou identidade de gênero. Em relação ao projeto da Câmara, houve a inclusão dos idosos e das pessoas com deficiência entre os protegidos pela proposta.

O projeto é polêmico e tramita no Senado desde o final de 2006, ano em que foi aprovado na Câmara. Uma dos argumentos levantados por seus opositores é que ele fere o direito à liberdade religiosa e o direito à opinião.

O dispositivo que mais preocupa os parlamentares opositores ao projeto é o que define pena de até três anos de prisão para quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceitos semelhantes.

A matéria ainda deve ser analisada, além da CDH, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pelo Plenário do Senado. Se aprovada por essas duas instâncias, volta à Câmara, pois o texto proveniente daquela Casa foi modificado. 

Da Redação / Agência Senado

Cobremos seus senadores!!!

Dia Mundial de luta contra a Aids. Perguntas e respostas

 

Hoje é o dia mundial de luta contra o vírus da AIDS, uma doença que mata milhares de pessoas todos os anos no Brasil e no mundo. É cada vez maior o número de casos em jovens LGBTs, de 13 a 24 anos, e o grande motivo é a falta do uso do preservativo, principalmente entre gays, devido o sexo anal.
De acordo com o último balanço sobre a incidência da Aids no país, que foi divulgado, na quinta-feira, 26/11, pelo Ministério da Saúde, indicou que o número de casos da doença, em Santa Catarina, em 2008, registrou um aumento sobre os dados de 2007. No ranking nacional dos 20 municípios com mais de 50 mil habitantes que apresentaram as maiores taxas de pessoas infectadas pelo HIV.
Há, no planeta, 33 milhões de pessoas infectadas com o HIV, e a cada dia, são contabilizados 7,4 mil casos novos. Para cada infectado estima-se que três outros estejam infectados sem saber. Por outro lado, os novos medicamentos e tratamentos antirretrovirais possibilitam, sobrevida de qualidade cada vez maior e melhor aos doentes.
O teste mais utilizado nas investigações diagnósticas, para detecção de anticorpos anti-HIV no organismo, é o Elisa. Ele procura no sangue do indivíduo os anticorpos que, naturalmente, o corpo desenvolve em resposta à infecção pelo HIV. O resultado desse teste é rápido, mas, ocasionalmente, pode surgir um falso positivo (resultado positivo para o HIV, em uma pessoa não contaminada pelo vírus). Por isso, caso o resultado seja positivo, aconselha-se repetir o Elisa e, em seguida, fazer o teste de Western Blot para que não restem quaisquer dúvidas. O teste de Western Blot é mais sensível e define, com mais precisão, a presença de anticorpos anti-HIV no sangue. No entanto, como é mais complicado e exige condições técnicas mais avançadas, só é utilizado como confirmação do Elisa.
Os exames habituais (ELISA e Western-Blot) detectam anticorpos contra o HIV, produzidos pelo sistema imune do hospedeiro. Desta forma, existe um período (chamado de “janela imunológica”) em que o indivíduo pode estar infectado, sem, no entanto, ter estabelecido ainda uma taxa de anticorpos em quantidade detectável. Assim, o indivíduo com infecção recente, ainda não detectável pelos exames habituais, pode transmitir o vírus, uma vez que esse já pode estar circulante no sangue e ser eliminado nas secreções. Além disso, na fase inicial da infecção, as taxas de vírus circulantes podem ser altas, uma vez que a resposta de defesa do hospedeiro ainda não está estruturada.
O teste sorológico para AIDS pode ser realizado em laboratórios clínicos particulares. Porém, o
Onde fazer o exame?
É recomendável fazer o teste de aids em um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), onde ele é gratuito, pois estes centros pertencem à rede pública de saúde .
Para se fazer o diagnóstico de uma possível infecção pelo HIV, que período de tempo deve-se esperar para fazer o teste de Aids?
Após exposição à situação de risco, recomenda-se uma espera de 03 meses (90 dias) para fazer o teste de identificação.
A ausência de sintomas evidentes da doença exclui a possibilidade de haver infecção pelo vírus HIV?
Não. A pessoa pode estar infectada pelo HIV e não ter desenvolvido a doença (aids), não tendo, portanto, nenhum sintoma da doença. A aids propriamente dita pode levar mais de 10 anos para aparecer e manifestar os primeiros sinais e sintomas.
Numa relação sexual desprotegida com um indivíduo soropositivo é possível que o parceiro não seja infectado?
Em uma relação sexual com parceiro soropositivo sem proteção, nem sempre há transmissão do vírus. Entretanto, como essa possibilidade é alta, recomenda-se o uso do preservativo em todas as relações sexuais com parceiros soropositivos, para se evitar a probabilidade de contrair o vírus. Em caso de exposição à situação de risco, após três meses, deve-se fazer o teste anti-HIV para a dúvida ser esclarecida. Toda relação sem preservativo é arriscada, mas os riscos aumentam com relação anal receptiva, durante o período menstrual ou com a presença de outra doença sexualmente transmissível.
O vírus parece penetrar mais facilmente através da pele do ânus e do reto do que pela pele genital. Esse fato pode ser explicado por uma maior fragilidade do tecido, que, por esse motivo, está mais sujeito a traumas que facilitam a infecção. Em relações vaginais, as mulheres são mais susceptíveis do que os homens, pois a concentração do vírus é maior no esperma do que na secreção vaginal.
A prática do sexo anal sem proteção implica risco de contaminação para ambos os parceiros?
Sexo anal sem camisinha é uma prática considerada de alto risco, sendo que o parceiro passivo é o que corre mais risco.
O reto e o ânus são órgãos com intensa irrigação sangüínea e sem lubrificação própria. Por essa razão, o sexo anal uma fonte de fácil transmissão de doenças por via sangüínea, como hepatite e aids. Sabendo disso, nessas relações é ainda mais importante o uso do preservativo. É recomendável usar também um gel à base de água, afim de evitar um rompimento do preservativo devido ao atrito da camisinha com o ânus.
A prática da masturbação com parceiro eventual implica risco de contágio pelo HIV?
Não havendo troca de sangue, sêmen ou secreção, a prática da masturbação a dois não implica qualquer risco de infecção pelo HIV.
Mesmo com a ausência de ejaculação durante o ato sexual é possível ser infectado pelo HIV?

Apesar de o vírus da aids estar mais presente no esperma, essa não é a única forma do vírus ser transmitido em uma relação sexual. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela secreção da vagina, por exemplo. Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV, nesses casos, são: imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a menstruação e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis como cancro mole, sífilis e herpes genital.
A prática do sexo oral sem proteção implica risco de infecção pelo HIV?
Se comparado a outras formas de contágio (sexo vaginal, sexo anal e compartilhamento de seringas, por exemplo), o risco relacionado ao sexo oral é baixo. Contudo, oferece riscos maiores para quem pratica (ou seja, o parceiro ativo), dependendo fundamentalmente da carga viral (quantidade do vírus no sangue) do indivíduo infectado e se há presença de ferimentos na boca de quem pratica (gengivites, aftas, machucados causados pela escova de dente). Caso não haja nenhum ferimento na boca, o risco de contágio é menor. Isto se explica, talvez, pela acidez do estômago, que pode tornar o vírus inativo, quando deglutido. No entanto, na prática de sexo oral desprotegido, há o risco de se contrair herpes, uretrite, hepatite B, ou HPV, independente da sorologia do parceiro.
Fonte: Site Cena G

A ONU lança uma campanha com o objetivo de dar voz e visibilidade a todas as vítimas de preconceito. É a campanha “Igual a Você”.

Dez filmes com liderança de cada um dos grupos discriminados foram feitos pela organização.

Para mais informações, acesse o site da ONU no Brasil.

17º Festival Mix Brasil começa em São Paulo com sessão disputada

A abertura do 17º Festival Mix Brasil aconteceu na quinta-feira, dia 12 de novembro, com uma sessão fechada do aguardado filme Do Começo Ao Fim, de Aluizio Abranches, no Cinesesc, em São Paulo. No final da noite, ainda foi servido um coquetel para os convidados.

Pouco antes da exibição, os organizadores do festival João Federicci, André Fischer e Suzy Capó fizeram o discurso oficial de abertura do evento. Entre os destaques da programação, revelaram que a mostra quase teve de ser cancelada nesse ano por motivos financeiros e agradeceram aos novos parceiros.

Em seguida, foi a vez da equipe do longa Do Começo Ao Fim subir ao palco e apresentar o filme. Primeiro, o diretor e roteirista Aluizio Abranches agradeceu a todos os participantes do filme e rebateu algumas críticas: “O filme é para uma época pós-tabu e pós-conflitos”, afirmou. O último discurso, mais improvisado e emocionado foi o da atriz Júlia Lemmertz que disse estar adorando que a estreia tenha sido para “um público tão bonito como esse”. No palco também estavam presentes os atores João Gabriel Vasconcellos, Rafael Cardoso e Marco Nanini, um dos produtores do longa.

Fonte: G Online

Artigo fala da polêmica enquete sobre a punição de atos homofóbicos

O texto é de Antônio Prata, leia na integra:

“Você é a favor da aprovação do projeto de lei 122/2006, que pune a discriminação contra homossexuais?” Desde que a enquete apareceu no site do senado, faz umas semanas, evangélicos de todo o País iniciaram uma cruzada via internet, pelo direito de ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo.

Uma senhora chamada Rosemeire, por exemplo, expondo num blog seu temor de que a lei seja aprovada, disse que vivíamos “O início da Ditadura Gay no mundo!“. Pelo que entendi, Rosemeire acredita que está em curso uma batalha global, travada entre heteros e homossexuais, pela hegemonia na Terra. Hoje, os heteros estão vencendo, mas é só porque têm amparo legal para chamar os gays de veadinhos, as lésbicas de sapatonas e rir das piadas do Juca Chaves. No momento em que passarem a punir quem ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo, elas perceberão que chegou a hora, sairão todas correndo da The Week e tomarão o poder.

Imagine só, Rosemeire? Criancinhas terão de cantar Village People na escola, enquanto assistem ao hasteamento da bandeira do arco-íris. Aos domingos, em vez de futebol, as TVs transmitirão Holiday on Ice e, com 18 anos, os jovens serão obrigados a alistar-se no exército, fazer flexões de braço, dormir e tomar banho, uns na frente dos outros. Que horror!

Se você acha que Rosemeire exagerou, é porque não leu o blog de Rozângela Justino, cristã, psicóloga e indignada: “Se esse projeto (…) for aprovado, estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem homossexuais serão considerados cidadãos de segunda classe.”

Uau, Rozângela! O mundo, então, seria governado pela casta das Drag Queens? Um advogado gay, de terno e cabelo curto, seria de uma casta intermediária? E lutadores do Ultimate Fighting viveriam de esmolas? Bem, talvez não…

Quanta imaginação têm as duas mulheres. Se seus piores pesadelos fossem filmados, seria preciso unir o talento de um Fellini com o de um Clóvis Bornay; juntar, no mesmo caldeirão, George Orwell e Andy Warhol; vislumbrar as ruas de Nova Délhi sendo percorridas pela banda de Ipanema.

Se bem que… Sei lá. Pensando melhor, talvez o temor de Rosemeire e da Dra. Justino tenha algum fundamento. Veja o caso dos negros: há poucas décadas, todo mundo contava piada racista e eles eram cidadãos de segunda classe. Veio esse papo de igualdade, o que aconteceu? Um mulato chegou à presidente dos Estados Unidos!

A batalha racial já está perdida, mas a sexual ainda pode ser ganha! Basta ir ao www.senado.gov.br, clicar em NÃO e mostrar a todos que ainda tem gente disposta a lutar por um mundo injusto, desigual e preconceituoso!

Fonte: Cena G

O Senado Federal está realizando uma enquete no site, perguntando se as pessoas são a favor ou contra a aprovação do projeto de lei que pune a discriminação contra homosexuais.

Este projeto está encontrando forte resistência na Câmara, em função da pressão da bancada evangélica, que chegou a hackear essa votação no site, alterando os resultados. A equipe técnica do site percebeu a manobra e recomeçou a votação do zero.  A opção sexual é problema de cada um, o absurdo é não termos uma lei que puna quem agride as pessoas pela opção que fazem. Isso é, no mínimo, primitivo.   Por isso, encaminho o link abaixo para que, quem queira, possa votar e repassar para o maior número de amigos possíveis pedindo que votem.

http://www.senado.gov.br/agencia (à direita, meio da página).

Travessia Ilha Comprida

travessia ilha_comprida

Brasil será sede do Torneio Internacional de Voleibol Gay.

O Brasil será sede da segunda edição do Torneio Internacional de Voleibol Gay. O evento acontecerá entre os dias 19 e 22 de Novembro deste ano, nas cidades de São Paulo e Santo André.A primeira edição do torneio ocorreu no ano de 2008 na cidade de Santiago do Chile e contou com a presença de 8 equipes da América Latina. Na ocasião a equipe mexicana UNIÓN conquistou a taça do torneio. O Brasil não teve representantes na competição

.Após a realização deste torneio, criou-se a FVGA – Federação de Voleibol Gay das Américas, uma entidade internacional que organiza a modalidade da América do Sul, Central, Caribe e do Norte. E é a mesma entidade que promove a eleição da sede anual do evento.

Este ano o país selecionado para abrigar a competição é o Brasil. O torneio tomou proporções maiores e este ano 16 equipes competirão, entre elas equipes do México, Chile, Cuba, Canadá, Porto Rico, Colômbia, Peru, além do Brasil.

Para a cerimônia de abertura do torneio internacional, a organização do evento está preparando uma grande festa, com clima de balada, com shows e performances de artistas da noite GLS, drag-queens, transformistas e a apresentação das delegações que compõem o torneio.

A organização geral do evento fica por conta do CDG Brasil- Comitê Desportivo LGBT Brasileiro. O evento conta ainda com a parceria da CADS – Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual de São Paulo, Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, Departamento de Humanidades da Cidade de Santo André e da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo.

Serviço:

BRAZIL CUP 2009 – IIº TORNEIO INTERNACIONAL DE VOLEIBOL GAY

De 19 à 22 de Novembro de 2009 – das 09:00 às 20:00 horas

Ginásio Clube de Regatas Tietê : Av. Santos Dumont, 853 – Ponte Pequena (Prox. Metrô Armênia) Tel.:  3228-5244

Ginásio Esportivo Celso Daniel: Parque Prefeito Celso Daniel - Av. Dom Pedro Ii, 940. Bairro Jardim -
Telefone: 4436-9746

Entrada: Franca

Maiores Informações: www.esportegls.com e www.brazilcup2009.blogspot.com

Coordenador estadual da diversidade sexual é agredido por PMs em Parada Gay de Santo André

Ao término da Parada Gay de Santo André (realizada hoje), a polícia militar, responsável pela segurança dos participantes do evento, se utilizou da violência verbal e física para dispersar as pessoas. Entre os agredidos está o coordenador da Coordenação de Politicas para Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, Dimitri Sales; e o assessor jurídico da Cads do município de São Paulo, Gustavo Menezes.

A drag queen e cantora Renata Peron testemunhou o momento em que Dimitri foi agredido por um dos PM. “Os policiais estavam sendo muito grossos com as pessoas, o Dimitri foi falar com um deles para que pegassem mais leve na abordagem”, conta. Segundo ela, Dimitri Sales se apresentou, “mas não adiantou nada, continuaram empurrando as pessoas e apontando escopetas para nós”.

Renata diz que no momento em que Dimitri conversava com o policial, outro servidor da PM arrastava um menino pelos braços e enforcava-o. “Quando Dimitri viu isso tentou intervir. Aí os policiais começaram a jogar gás de pimenta e um outro PM ficou com a arma apontada para ele”, diz Renata.

O assessor Jurídico da Cads paulistana, Gustavo Menezes, tentou registrar com fotos o momento em que Dimitri foi agredido, mas foi impedido pelos policiais, que estavam sem identificação e atiraram gás de pimenta no advogado a uma distância de menos de 5 cinco centímetros, o que é proibido por lei.

“Foi um horror, viemos aqui para celebrar a paz e lutar contra a homofobia e somos recebidos com bomba pela polícia?”, protesta a cantora Renata Peron.

Fonte: Site A Capa

 

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